ENOCK CAVALCANTI: No ataque contra jornalistas, Mauro Mendes aparece como governador truculento e mentiroso

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Mauro Mendes, governador mentiroso e truculento

Por Enock Cavalcanti

Seria bem melhor para Mato Grosso, se Mauro Mendes fosse diferente, tivesse o mínimo de savoir faire. Mas, não. Os fatos mais recentes, nesse episódio da ação da Polícia Federal, autorizada pela Justiça Federal, contra o jovem empresário Luis Antônio Taveira, filho do governador, e outros do setor da garimpagem de ouro em Mato Grosso, estão aí para demonstrar que o coração e a mente de MM parecem transitar por trilhas completamente descontroladas.Por que Mauro Mendes soltou tantos impropérios contra Dorileo Leal e contra A Gazeta? Por que ele, acionando o advogado Helio Nishyiama, protocolou aquele processo draconiano contra o jornalista Pablo Rodrigo e mais e mais, exigindo uma indenização escabrosa de 600 mil reais alegando a publicação de reportagem mentirosa sobre seu filho Luis Antonio e seus negócios?Mal informado, mal orientado e, talvez, mal intencionado, o que parece é que Mauro Mendes caiu em uma esparrela e agora sua truculência e suas mentiras e sua irresponsabilidade o expõem diante de todo Mato Grosso e de todo o Brasil. A noticia transbordou de A Gazeta para jornais de todo o Brasil.Para seguir batendo palmas para esse desgovernador dançar, só mesmo gente muito subserviente.Imagino que, agora, é o Pablo Rodrigo que está como que autorizado a processar Mauro Mendes e seu filho e, talvez, quem sabe, seu advogado, pelos assaques feitos contra sua pessoa e a sua atividade de jornalista. A contradição do discurso ficou muito evidente. Quem tem olhos para ver, que veja. Nada como um dia depois do outro.Neste episódio, o Mauro Mendes, que costuma posar como um homem realizador e antenado, agiu, ao que me parece, como um aloprado. Será que seu amigo, o empresário Mauro Carvalho, achará um jeito de consolar o governador pego com as calças na mão? Dentro da bolha em que vivem, talvez eles acabem achando jeito de lamberem as feridas uns dos outros.Pablo Rodrigo, de inicio, informado por fontes seguras, publicou a informação de que a Policia Federal investigava o filho do governador, possivelmente envolvido com a compra de mercúrio ilegal em Mato Grosso. Um negócio que também envolveria garimpeiros das mais diversas regiões desse Brasil. Pra defender o filho, Mauro Mendes, de súbito, e para surpresa de muitos, aloprou e veio pra boca de cena dizer que Pablo mentia, que A Gazeta publicava fake news, que o Dorileo Leal talvez o estivesse querendo extorquir porque fora derrotado em uma licitação envolvendo a publicidade do Governo do Estado. Quem acompanha o noticiário político de Mato Grosso viu tudo isso.Mauro Mendes aloprou, é o que se vê agora. E como agiram os jornalistas Laice de Souza e Lucas Rodrigues, diante dos impropérios que MM disparava contra um grupo enorme de jornalistas? O fato é que o servilismo parece ter tomado mesmo conta da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado. Não apareceu ninguem para orientar o governador e devolvê-lo aos trilhos da razão. Acabaram bancando o ataque contra Pablo Rodrigo e contra todos os jornalistas. Deixaram o homem se expor como um ogro descontrolado - e abrir guerra não só contra os jornalistas mas também contra todas as entidades que representam e defendem os jornalistas no Brasil. Francamente.Mauro Mendes, cavaleiro de triste figura. Se Zé Pedro Taques e Paulo Taques fizeram um papelão com a Grampolândia Pantaneira, o que dizer dessa guerra do Mauro Mendes contra os jornalistas, contra o jornalismo?!Mato Grosso merece um comando mais equilibrado.Se o confronto entre MM versus o Pablo Rodrigo e A Gazeta se resolve desse modo, pode ser que, mais adiante, possamos ver também deslindado o episódio do confronto entre MM e Virgínia Mendes contra o jornalista Alexandre Aprá, envolvendo a ação de um sinistro detetive que teria sido escalado para atentar contra a honra e contra a vida do Aprá. Tá tudo na Justiça, em processos mais uma vez conduzidos pelo Sindicato, pela Federação e demais entidades que defendem os jornalistas, para que os ilustres julgadores decidam quem tem mais garrafas para contar. Espero que ainda existam juízes em Mato Grosso.Tantos problemas sérios e ingentes para se enfrentar em Mato Grosso, com uma maioria da população subalternizada e ainda submetida a tantos padecimentos, e a gente com um governador que faz questão que fabricar uma série situações vexatórias para ocupar nosso tempo e nossa paciência."Piedade, ô, piedade, tem piedade, ó Mãe de Deus, piedade!..."Enock Cavalcanti, 70, jornalista, é editor do blogue PAGINA DO ENOCK, editado a partir de Cuiabá, MT, desde o ano de 2009CLIQUE E ENTENDA O CASO

- PF pede prisão do filho do governador; Justiça nega | Gazeta Digital


Mauro Mendes processou, entre outros, o jornalista Pablo Rodrigo de A Gazeta, e pede na Justiça indenização de 600 mil reais
LEIA AGORA EDITORIAL QUE A GAZETA PUBLICOU SOBRE O CASO:“EDITORIALJornal A Gazeta nunca mentiu

CLIQUE - Consciente do compromisso ético e busca da verdade; jornal A Gazeta nunca mentiu | Gazeta Digital

“Para o jornal A Gazeta, nosso propósito maior é estar sempre consciente do compromisso ético do jornalismo e buscar incessantemente a verdade. São 33 anos comunicando os fatos, tendo como pilares a isenção e a responsabilidade. Respaldado pela credibilidade conquistada por dedicação de muitos profissionais ao longo de 3 décadas, o jornal A Gazeta incomodou muitos poderosos e contrariou os interesses de outros tantos, mantendo uma cobertura diária atenta às mazelas e aos problemas da comunidade, bem como ao descaso dos seus governantes.Chegaram a dizer que iriam ‘estatizar’ A Gazeta por conta de suas reportagens. Outros ameaçaram os jornalistas que construíram e constroem a reputação deste veículo de comunicação. Esses críticos se foram e o jornal A Gazeta permanece com o mesmo compromisso daquele, 23 de maio de 1990.Nos últimos meses, sabe-se que o governo de Mauro Mendes (União) iniciou uma perseguição contra o jornal por ter publicado, entre outras coisas, que o seu filho, Luiz Antônio Taveira Mendes, passou a ser investigado pela Polícia Federal por possíveis irregularidades de compra ilegal de mercúrio para os garimpos da família.O jornal A Gazeta passou a sofrer todo o tipo de ataques, com o objetivo de desacreditar sua reputação, sendo classificada como propagadora de fake news, que produz reportagens mentirosas, que estaria chantageando o governador por conta de uma licitação de publicidade, entre outros ‘rame-rames’ vindo do próprio Palácio Paiaguás e de seu secretariado.Não bastasse isso, iniciou-se uma censura econômica, cortando verbas públicas de publicidade, processo com pedido de indenização de R$ 660 mil contra o jornal e um de seus jornalistas, que, assim como outros profissionais da Gazeta, passaram a ser investigados pela Polícia Civil, como ‘criminosos’.Eis que, porém, a verdade aparece. O filho do governador teve o pedido de prisão apresentado pela Policia Federal. Contudo, o Ministério Público Federal (MPF) se colocou contrário por achar que não seria o momento mais adequado. Já ajustiça aplicou medidas cautelares, como a proibição de Taveira Mendes deixar o país e o pagamento de fiança no valor R$ 200 mil.A verdade é que o governador errou ao atacar de maneira desproporcional o jornal. Nunca nos furtamos de ouvir o outro lado e publicá-lo. Nunca houve má-fé. Pelo contrário, a nossa responsabilidade sempre foi a de dar voz ao contraditório e mantemos como farol valores como seriedade, independência e imparcialidade.O senhor governador já demonstrou o zelo que sente pela sua família, que na ânsia de defender o seu filho, misturou o público e o privado, usando a máquina do Estado na tentativa de calar este periódico. Mesmo com a falta da impessoalidade, entendemos que isso, de certa maneira, foi uma prova de amor.Agora, o senhor tem a oportunidade de ensiná-los algo muito mais importante e valioso. E não só para a sua família, mas também para os mais de 100 mil servidores do Estado: um pedido de desculpas! Admitir o erro é para os estadistas e homens públicos com honra. Afinal, a verdade sempre aparece!”