ELEIÇÕES 2022: PSOL lançou a Retomada, única candidatura coletiva a deputado federal em Mato Grosso que reúne para uma só vaga três candidatos: Lidiany Sena, Lélica Elis e Jheury Souza. LEIA NA INTEGRA O PROGRAMA DA RETOMADA

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Nos horários eleitorais, um novo tipo de candidatura tem chamado a atenção. Pela primeira vez na história das disputas eleitorais no Brasil, há inserções com a menção a grupos ou coletivo de apoiadores junto do nome do candidato a deputado ou senador. A prática existe há anos, mas estas são as primeiras eleições em que o mandato coletivo pode aparecer na campanha, segundo resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em dezembro do ano passado.Em Mato Grosso, Lidiany Sena, Lélica Elis e Jheury Souza, militantes da Educação, se juntaram numa só candidatura em Cuiaba, lançada sob a bandeira da Retomada, pelo Partido Socialismo e Liberdade - PSOL 50, para disputar uma vaga na Câmara Federral RECORDE DE CANDIDATURASO mandato coletivo, segundo levantamento da Agência Brasil, registrou recorde de candidaturas neste ano: 213, segundo as estatísticas do TSE. Desse total, 64% são para deputados estaduais ou distritais, 34% para deputados federais e 2% para o Senado. Mas a modalidade continua a operar de maneira informal no país, sem regulamentação oficial.Em tese, o mandato coletivo consiste na divisão de um mandato parlamentar entre várias pessoas, sem hierarquia e com as decisões ocorrendo em colegiado. Apesar da resolução do ano passado, a candidatura continua a ser registrada no nome de uma única pessoa.Caso eleito, apenas o cabeça da chapa terá os direitos de um parlamentar, como discursar no parlamento e participar de colégios de líderes. Apenas ele poderá votar nas sessões, com base nas decisões tomadas coletivamente com os coparlamentares.TUDO COMEÇOU NA SUÉCIAO primeiro exemplo da prática foi registrado na Suécia, em 2002, sendo exportado para vários países nas décadas seguintes. Para os defensores, os mandatos coletivos aumentam o envolvimento da sociedade na política, representando a oportunidade de incluir minorias como negros, índios e população LGBTQI+ na tomada de decisões.Mesmo operando na informalidade, o mandato coletivo pode ser regulado por meio de acordos internos. O parlamentar e os coparlamentares assinam contratos em cartório ou estatutos que orientam a campanha eleitoral, a divisão dos salários e do gabinete parlamentar e o cumprimento do mandato. Em alguns casos, os contratos preveem a aprovação das decisões em assembleias.

A chamada candidatura coletiva representa apenas um formato de promoção da candidatura, que permite à pessoa que se candidata destacar seu engajamento em movimento social ou em coletivo”, afirmou o ex-presidente do TSE ministro Edson Fachin ao votar favoravelmente à resolução que autorizou a menção às chapas coletivas na campanha deste ano.Apesar de votar favoravelmente, Fachin destacou que o registro da candidatura continua individual e que a legislação eleitoral brasileira não tem nenhum dispositivo sobre o mandato coletivo. O ministro Carlos Horbach teve o mesmo entendimento. Segundo ele, a inexistência da prática do ponto de vista jurídico não impede a promoção das candidaturas.AGUARDANDO REGULAMENTAÇÃOAtualmente, há pelo menos duas propostas de regulamentação dos mandatos coletivos no Congresso. Em 2017, a deputada licenciada Renata Abreu (Podemos-SP) apresentou uma proposta de emenda à Constituição que insere o mandato coletivo para os Poderes Legislativos municipal, estadual, distrital (caso do Distrito Federal) e nacional.Em 2020, o deputado André Figueiredo (PDT-CE) apresentou um projeto de lei para oficializar a figura dos coparlamentares, que passariam a ter direitos semelhantes aos do cabeça de chapa. As duas propostas estão paradas no Congresso Nacional, aguardando serem levadas à votação e posteriormente regulamentadas.A RETOMADA DO PSOL MTA proposta de mandato coletivo lançada pelo PSOL em Mato Grosso apresentada como A Retomada: “Lidy e Bem Viver pela Retomada”, com número número 5088, é umacandidatura coletiva composta por três profissionais da educação: Lidiany Sena, técnica administrativa educacional, cuiabana, nutricionista, militante feminista eecossocialista; Lélica Elis, professora da UFMT, sapatão, militante organizada no movimento de mulheres em Cuiabá; e Jheury Souza, apoio administrativo educacional, militante do movimento bem viver Araguaia e estudante de geografia na UFMT no Araguaia.A escolha do nome da candidatura -segundo explicam em um manifesto que esta PAGINA DO ENOCK divulga na íntegra, no anexo - diz respeito às lutas que os três candidatos dizem terem travado política e cotidianamente pela melhoria das condições de vida do nosso povo. "Nos terríveis tempos que a crise do capital nos impõe a viver, foram muitas as perdas: perda de pessoas, de empregos, carreiras e sonhos, perda das condições de vida, do poder de compra, da dignidade, da humanidade de milhares de famintos e pessoas morando nas ruas sem alternativa de sobrevivência. A dureza dos nossos dias grita: são tempos de Retomada! É por isso quefalamos em retomada dos sonhos, da riqueza, do poder popular, da boa relação com o meio ambiente e são infinitas as retomadas, na medida dos sonhos e lutas coletivas que a classe trabalhadora ousar travar!" - escrevem. Para conhecer melhor a história e as propostas do grupo, leia o plano político que eles divulgaram e publicamos no anexo.

Plano Político de Atuação Da Retomada, Mandato Coletivo Para Deputado Federal Lançado Pelo PSOL-MT by Enock Cavalcanti on Scribd