VEJA DEBATE NA INTEGRA - Candidatos ao governo de Mato Grosso trocam acusações, citam operações, violência contra mulher e passado político

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VEJA DEBATE NA INTEGRA - Candidatos ao governo de Mato Grosso trocam acusações, citam operações, violência contra mulher e passado político

O bloco de perguntas entre candidatos ao Governo de Mato Grosso no debate da TV Vila Real, nesta terça-feira, 1º de setembro, foi marcado por cobranças sobre segurança, educação, fome, violência contra a mulher e por uma série de ataques envolvendo o passado político dos adversários.

Otaviano Pivetta (Republicanos) abriu uma das rodadas questionando Natasha Slhessarenko (PSD) sobre a retirada de pessoas da linha da pobreza. A candidata defendeu a atração de empresas e a industrialização de setores como couro, ouro e algodão. Natasha afirmou ainda que cerca de 500 mil pessoas passam fome em Mato Grosso. Pivetta respondeu destacando investimentos realizados pelo atual governo em infraestrutura e agroindústria.

No confronto com Wellington Fagundes (PL), Pivetta perguntou quais medidas o adversário adotaria para manter os avanços na educação. Wellington afirmou ter colaborado para viabilizar recursos junto ao então ministro Paulo Guedes e criticou os resultados alcançados pelo Estado. Também mencionou suspeitas envolvendo merenda e livros didáticos. Pivetta rebateu dizendo que a educação estadual está no caminho certo e citou a construção de novas escolas.

A violência contra a mulher também dominou parte do debate. Laudicério Bueno questionou Pivetta sobre medidas adotadas após um boletim de ocorrência envolvendo sua esposa. O governador respondeu citando Patrulha Maria da Penha, auxílio-aluguel, programas habitacionais e outras ações voltadas às vítimas. Natasha também cobrou Pivetta e afirmou que Mato Grosso lidera casos de feminicídio desde 2023, além de defender a criação de uma espécie de “ficha suja” para agressores de mulheres.

Na área de segurança pública, Natasha questionou Laudicério sobre o avanço das facções criminosas. Ele afirmou que as forças policiais estariam sobrecarregadas e com efetivo defasado. Natasha prometeu convocar policiais, ampliar o número de presídios e investir em saúde mental para os agentes.

Maurício Munhoz direcionou ataques ao financiamento das campanhas e afirmou que disputa a eleição com poucos recursos, diferentemente dos adversários. Ao questionar Natasha sobre a proposta de cashback para a cesta básica, ouviu da candidata que o mecanismo já está previsto na reforma tributária, mas que seria adaptado à realidade de Mato Grosso. A discussão subiu de tom quando Natasha rebateu as críticas sobre o Fundo Eleitoral e mencionou uma atuação da Polícia Federal relacionada a Maurício.

Rafael Millas (Missão) voltou a mirar Wellington Fagundes e o questionou sobre a Operação Sanguessuga. Wellington afirmou que nunca foi condenado e acusou o adversário de disputar uma “candidatura de aluguel”. Millas respondeu chamando Wellington de “melancia” e citou denúncias e investigações. O candidato do PL rebateu dizendo que Millas teria como principal objetivo atacá-lo, e não apresentar propostas.

Millas também confrontou Natasha ao questionar a presença de políticos como Emanuel Pinheiro e Gilmar Fabris em seu grupo. Natasha respondeu que é responsável pelos próprios atos e afirmou ser ficha limpa. Em seguida, reagiu citando o partido de Millas e declarou que também poderia utilizar acusações contra terceiros para atacá-lo, mas que cada candidato responde pelo próprio CPF.

Na parte final do bloco, Wellington questionou Pivetta sobre o Samu e o tratamento dado aos servidores públicos. Pivetta acusou o senador de explorar temas eleitorais e afirmou que Wellington é candidato em praticamente todas as eleições. O senador retrucou cobrando recursos para a Revisão Geral Anual dos servidores. Pivetta encerrou o embate lembrando a antiga proximidade de Wellington com o ex-governador Silval Barbosa e afirmou que o adversário teria sido citado em delação, além de mencionar sua passagem pelo Dnit.

FONTE ESTADÃO MT