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O poder antidemocrático do país celebrará os 200 anos da Independência do Brasil e ao percebermos que nada temos a comemorar vamos conclamar a todos e todas à luta por um país verdadeiramente independente, sem genocídio da população pobre, negra e indígena, com justiça social e oportunidade para que o povo volte a sonhar e ter orgulho de ser brasileiro”, disse José Carlos Correia Paz, o frei Zeca, que compõe a Articulação do Grito em Mato Grosso.O seminário integra a agenda de atividades do Grito e da JURA. O Grito é uma movimentação da sociedade civil organizada que ocorre desde 1995 no Brasil com várias rodas de discussão durante o ano e protestos de rua no dia 7 de setembro, envolvendo pastorais sociais, movimentos populares, partidos de esquerda e ongs. A JURA é um evento anual, existe desde 2014 e congrega movimentos do campo, docentes e estudantes universitárias/os de todo o país em defesa da reforma agrária popular.“
O Grito dos Excluídos e das Excluídas é um processo de construção coletiva e tem parceria este ano com a JURA. Tanto um como outro são manifestações populares carregadas de simbolismo, espaços de animação e profecia, sempre abertos a grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas da população mais vulnerável”, explicou. Os gritos de 2022A seguir outros motivos para refletir sobre o “faz de conta” da independência, conforme material local e nacional produzido pela Articulação do Grito. - É urgente uma mudança de estruturas. Não é mais possível suportar as formas destrutivas como o sistema opera contra a vida dos povos, pobres de modo geral, vítimas maiores de um processo histórico de desigualdades sociais, que se arrasta desde o Brasil colônia.- O endividamento interno e externo do governo federal que representa ainda um modelo de desenvolvimento que faz da degradação uma oportunidade de negócios que expropriam riquezas, desrespeitam os povos e a natureza.- É preciso defender a educação popular e o trabalho de base que contribua para despertar a dignidade das pessoas e a confiança nos seus valores e potenciais. - A garantia do direito à terra, teto e trabalho para toda a população. Urgência de um projeto popular para o Brasil.-
Lutar para que a “democracia representativa” avance para a “democracia participativa”.
