Jornalista Marco Stamm, no MT Noticias, é o primeiro a registrar que publicitário Ziad Fares e governador Mauro Mendes são apontados como pretensos mandantes por trás de ameaças contra jornalista Alexandre Aprá. Ziad diz que denuncia é falsa. Mauro e Virg

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Nas redes sociais e notadamente nas rodas de WhatsApp, na capital, muito ruído e protestos e xingamentos com relação ao episódio que resultou na repentina saída do jornalista Alexandre Aprá de Cuiabá, Mato Grosso, tomando rumo desconhecido, temendo a própria morte e dizendo que busca resguardar a sua vida. Um detetive - pistoleiro teria sido contratado para matar Aprá e, tendo conseguido amplas informações sobre a trama, o jornalista e seu advogado, Francisco Faiad, registraram Boletim de Ocorrência na Superintendência da Policia Federal que ele distribuiu pelas redes sociais - mas essa é uma informação que tem sido negada ao público mato-grossense pelo grosso da nossa imprensa. Um silêncio sepulcral, na mídia, como diria o jornalista Brigadeiro Eduardo Gomes, -  que também está quieto com relação ao assunto - cerca as pretensas ameaças sofridas Aprá. Muitos jornalistas são buliçosos nas redes sociais, mas fazem pouco para que a verdade do jornalismo, com os possíveis e necessários esclarecimentos prevaleça. Coube ao jornalista Marco Stamm, editor do novato saite MT Noticias, romper o silêncio mafioso e descrever detalhadamente a situação criada em torno do editor do "Issoé Notícia". O MT Noticias foi na contramão da reportagem do "Domingo Espetacular" da Rede Record, que esteve em Cuiabá, gravando entrevistas com Aprá e outros citados, e recolhendo documentos sobre o caso, mas acabou derrubando a matéria que deveria ter ido ao ar na edição deste domingo, 5 de setembro. Marcos Stam foi o primeiro a colocar em letra de forma que, na denuncia que registrou na PT, Aprá garantiu que o detetive-pistoleiro pretensamente contratado para matá-lo, citou os nomes do empresário e publicitário Ziad Fares, proprietário da ZF Comunicação, e o casal formado pelo empresário e governador Mauro Mendes e sua esposa Virgínia Mendes, como seus pretensos contratantes e maiores interessados na morte do editor do saite "Issoé Noticia". Reproduzimos abaixo a reportagem pioneira publicada por Marco Stamm no MT Noticias, que quebrou o silêncio mantido até aqui sobre o caso por veículos como a TV Centro América, TV Cidade Verde, Resumo do Do Dia, TV Vila Real, A Gazeta, Midia News, Folhamax, G 1 Mato Grosso, Olhar Direto, RD News, VG Noticias, Repórter MT, MidiaJur et alli,  e divulgamos também, em primeiríssima mão, o inteiro teor do B.O. registrado por Alexandre Aprá e seu advogado Francisco Faiad, na Policia Federal de Mato Grosso. DEU NO MT NOTICIAS: Jornalista denuncia suposto plano para matá-lo, aguarda apuração e sai de Mato GrossoAlexandre Aprá acusa governador e publicitário; detetive confirma investigação, nega participação dos acusados, mas não revela contratantePOR MARCO STAMM/ MT NOTICIASO jornalista Alexandre Aprá apresentou uma notícia-crime na Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá dizendo-se vítima de um suposto plano para difamá-lo e até para matá-lo que teria o envolvimento do governador Mauro Mendes (DEM), da primeira-dama Virgínia Mendes, do publicitário Ziad Fares e do detetive particular Ivancury Barbosa. O protocolo foi registrado na sexta-feira (3), mas a polícia ainda não definiu se vai instaurar inquérito para investigar as denúncias. Com medo, Aprá saiu de Mato Grosso e refugiou-se em outro estado enquanto aguarda a apuração policial e que seu pedido de entrada no programa de proteção à testemunha seja aceito.Aprá contextualizou a notícia-crime dizendo que desde 2013 dedica-se ao jornalismo investigativo e destacou que recentemente publicou uma série de reportagens expondo os gastos do Governo de Mato Grosso com publicidade, o que envolve a empresa de Ziad Fares, a ZF Comunicação, uma das quatro agências de publicidade contratadas pelo Estado com dispensa de licitação para gerir um orçamento de R$ 53 milhões.O jornalista informou que passou a receber recados em “off” sugerindo que ele parasse com o trabalho e chegou a procurar o Ministério Público Estadual, mas não avançou porque não conseguiu que os colegas de profissão confirmassem as informações em juízo.Aprá acrescentou que há pouco mais de duas semanas foi procurado por um amigo que teria se encontrado, casualmente, com o detetive Ivancury Barbosa em Campo Grande (MS). O amigo teria informado que o detetive tinha sido contratado para investigá-lo e que buscava um desafeto de Aprá para a missão. “De posse desta informação, o jornalista conseguiu infiltrar uma pessoa junto ao detetive que se passou por um ex-amigo e que teria uma rixa com Alexandre”, disse em outro trecho da denúncia.O “anjo”, como Aprá se referiu ao infiltrado, revelou que “o plano era forjar falsos flagrantes para promover uma espécie de ‘assassinato de reputação’ cogitando até de eliminar o jornalista”. A intenção seria a de vincular Aprá ao tráfico de drogas e à pedofilia tentando contratar um menor de idade para uma aproximação íntima com o jornalista. Para isso, o detetive teria instalado um aparelho de GPS no carro de Aprá a fim de monitorar seus passos e de “armar um falso flagrante”.Aprá garantiu ao MT Notícias que tem filmagens e gravações do detetive e do “anjo” envolvendo os denunciados. “Nas imagens, o detetive cita como intermediário da contratação o Sr. Ziad Fares, dono da ZF Comunicação, que detém o contrato com o Governo, a senhora Virgínia Mendes e o governador Mauro Mendes. O objetivo do serviço, conforme o detetive, é calar o jornalista em seu exercício profissional”, enfatizou na notícia-crime.Além da denúncia protocolada na Polícia Federal, Aprá comunicou o caso à Associação Brasileira dos Jornalistas Investigativos (Abraji) e ao Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT). O presidente do Sindicato, Itamar Perenha, disse que o departamento jurídico vai acompanhar os procedimentos e estuda a possibilidade de ingressar na ação como amicus curiae e auxiliar no processo.Enquanto não recebe a resposta do pedido de investigação nem sobre o ingresso ao programa de proteção à testemunha, Aprá segue fora de Mato Grosso e sem previsão de retorno. “Quero continuar em Mato Grosso, mas preciso que isso se resolva. Enquanto isso minha equipe segue trabalhando de lá e eu trabalho à distância”, disse.Detetive nega participação de publicitário e governoIvancury Barbosa explicou que trabalha como detetive em Campo Grande há 29 anos e confirmou ao MT Notícias que investiga Alexandre Aprá, mas não revelou o nome do contratante nem o motivo da investigação. Barbosa negou que Ziad Fares, que o governador Mauro Mendes e que a primeira-dama Virgínia Mendes sejam os patrocinadores da investigação e que a intenção seja a de matar Alexandre Aprá.

Estou monitorando sim, mas não para matá-lo. Se fosse para matar, não tinha necessidade de monitorar”, declarou. O detetive ainda negou que seja pistoleiro, conforme circula em grupos de mensagens, e garantiu que a frase foi usada para contextualizar uma situação hipotética.Em áudio enviado diretamente a Aprá, Barbosa reforçou que não foi contratado para matá-lo e afirmou que buscava ligá-lo ao uso de drogas. Mas fez ameaças dizendo para o jornalista “ver bem o que está fazendo para não ter reclamação depois”.O investigador admitiu o contato com Ziad (filmado por Aprá), mas disse que foi para buscar informações sobre o jornalista. “Eu sabia que o Ziad tinha problemas com o Aprá e o procurei para ver se ele tinha alguma coisa para colaborar. Não tem nada disso do Ziad [ser o contratante]”, acrescentou.Barbosa ainda confirmou que instalou o aparelho localizador no carro de Aprá quando o veículo estava estacionado no Parque das Águas, que contratou o “anjo” e que chegou a pagar R$ 2 mil por informações. O detetive acrescentou que se sentiu traído pelo informante e reclamou que Aprá estaria investigando-o de forma ilegal, já que não é detetive.Por fim, o investigador disse que entregou à polícia provas do envolvimento de Aprá com traficantes em Cuiabá.O jornalista negou o envolvimento e disse que guardou o dinheiro com as impressões digitais de Barbosa para entregar à polícia.Ziad Fares disse ao MT Notícias, por meio do seu advogado, que a denúncia de Aprá é “falsa” e que “não corresponde com a verdade”. Também negou que tenha contratado Ivancury Barbosa e garantiu que o único encontro que tiveram foi em frente à ZF Comunicação (onde foi filmado) a pedido do detetive para informar que o empresário estaria sendo monitorado e que corria risco.Procurados, o governador e a primeira-dama informaram que não vão se pronunciar.FONTE MT NOTICIAS

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Ziad Fares, Alexandre Aprá, Mauro e Virgínia Mendes