Essas eleições de 2026 servem também para expor as contradições da política em nossa sociedade.
É que, em Mato Grosso, a campanha vai juntar, em um mesmo palanque, o ex-deputado Gilmar Fabris, um conhecido parlamentar da direita conhecido por sua agressividade canina, e o professor, dirigente do Sintep e militante dirigente da CUT Henrique Lopes, militante da esquerda.
Fabris, que se criou na aba do cacique da direita Júlio Campos, foi exposto em manchetes, entre outras coisas, por xingar a militância dos professores em legislaturas passadas, chegando a fazer gestos obscenos para a turma do Sintep em pleno plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, usando e abusando de sua ferocidade direitista.
O incidente em que o ex-deputado Gilmar Fabris xingou professores e servidores ocorreu mais precisamente em 28 de junho de 2016.
O blogue PAGINA DO ENOCK registrou e não se esquece. Muitos outros veículos de comunicação também registraram - e eu resgato o vídeo do G1, no destaque.
Durante uma sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) sobre a Revisão Geral Anual (RGA), o parlamentar foi filmado mostrando o dedo do meio e ofendendo os grevistas que estavam nas galerias. Palavrões e apupos agressivos foram disparados de lado a lado. Filha da puta de lá, vai pra casa do caralho de cá, entremeados com muitos puta que pariu.
Agora, todavia, graças à frente ampla comandada por Lula, Fabris e Henrique vão aparecer juntos e entusiasmados, defendendo a mesma candidatura do ruralista Carlos Fávaro para senador (indicado por Blairo Maggi e acatado por Lula) e a reeleição do presidente petista, ex-sindicalista metalúrgico, que segue paparicando os barões do Agro em nosso Estado, em detrimento da militância petista.
Fabris disputa para estadual pelo PSD de Fávaro e Henrique disputa para estadual pelo PT comandado em Mato Grosso pela também professora Rosa Neide. Rosa é fiel cumpridora dos ditames de Lula e, por isso, uma escudeira apaixonada de Fávaro, tanto que vem obstando, em favor da dobradinha Fávaro-Zé Pedro Taques, a tentativa feita por petistas como Edna Sampaio e Lúdio Cabral e Bob Almeida, de lançar candidatura própria do PT a senador