Mais uma ação judicial levanta polêmica nos bastidores do Poder Judiciário de Mato Grosso. Dessa vez é o ex- juiz Marcelo de Souza Barros, aposentado pelo CNJ por seu envolvimento no chamado "Escândalo da Maçonaria", que entrou no foco do saite Página do Estado, editado pelo jornalista Claudio Natal. De acordo com o saite, o ex-magistrado e hoje advogado mato-grossense agora protagoniza um embate que estaria provocando conflito nos bastidores do Tribunal de Justiça, onde Marcelo é acusado de ser advogado de uma dupla de pretensos laranjas que teriam usado documentos falsos em processo para tomar as terras de grupo de senhoras na comarca de Peixoto de Azevedo, em Mato Grosso. A ação estaria provocando embates entre desembargadores na Primeira Câmara de Direito Privado do TJ-MT e, segundo a reportagem de Natal, já teria provocado até mesmo a intempestiva saída do processo do desembargador João Ferreira Filho, que, desgastado com as pressões recebidas, acabou alegando razões de foro íntimo para deixar de atuar como julgador da causa.
ENTENDA O CASO
Marcelo de Souza Barros, segundo a denuncia, passou a defender pessoas estariam sendo usadas como laranja em um processo para conseguir a posse, para seus clientes, de uma fazenda que pertenceria a uma idosa e suas filhas há mais de 3(três) décadas. Trata-se de uma área de terra de 576, 6999 hectares, do Projeto de Assentamento Aquarius, no municipio de Peixoto de Azevedo, MT, inserido no interior da Gleba Teles Pires e que, pela argumentação de Marcelo Barros e seus representados, teria sido alvo de invasão por parte do pai da sra. Francisca, o sr. Abdon Temponi. A reportagem da Página do Estado aponta má fé por parte do advogado e seus representados nesta alegação.
Marcelo Barros defende Noésio Peres da Costa que, segundo o resgate feito pela Página do Estado, foi preso em 2018, GAECO - Grupo de Combate ao Crime Organizado, comandado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, acusado de fraudar o sistema do Detran para falsificar as características de cerca de 14 veículos, emitindo documentos ideologicamente falsos. Noésio, atualmente, segundo denuncia a Página do Estado, em parceria com Ademilton Godoy de Oliveira, estaria atuando na grilagem de terras no interior do Estado, contando com forte aparado juridico, que se corporificaria na atuação do escritório de advocacia comandado pelo ex-juiz Marcelo Barros.
Para tanto usando documento falsos e uma atuação forte de Marcelo de Barros, no processo e nas articulações de bastidores, teria chegado a conseguir uma liminar para tomar posse das terras que estão no centro da disputa judicial.
De acordo com Claudio Natal, os métodos dos adversários de dona Francisca da Conceição e de suas filhas Alcenia Souza Temponi, Luana da Conceição Barbosa e Aline da Conceição Barbosa, não são nada republicanos. O jornalista escreve: "Usando contrato falsos e envelhecidos forjadamente, assinatura falsificada de um morto com data retroativa falsificaram contrato de compra e venda de terras inexistentes e Marcelo de Barros vem usando destes expedientes para finalizar a tomada da fazenda." A pretensa falsificação de documentos foi atestada no processo pela perita Luciana Dias de Oliveira Corrêa de Oliveira, contratada pelos advogados de Dr. Rômulo M. Nagib, inscrito na OAB/DF sob n˚. 19.015; o Dr. Luis Gustavo Mendes, inscrito na OAB/DF sob n˚. 45.233 e a Drª. Marielle Mendes, inscrita na OAB/DF sob n˚. 43.130, todos integrantes do escritório Mendes e Nagib Advogados, com sede na SHN, quadra 1, bloco A, Ed. Le Quartier, salas 14/18, Brasília (DF).
OUTRO LADO
O espaço desta PAGINA DO ENOCK está franqueado para que os srs Noésio Peres, Ademilton Godoy de Oliveira e Marcelo de Barros, em face das acusações veiculadas pelo saite Página do Estado, possam expor o seu posicionamento.
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