SUSPEITA DE MUTRETA – Coação de testemunha é nova denúncia na trama para prejudicar Consórcio Rio Verde Ganha Tempo. Titular da Seplag MT, Basílio Bezerra, novamente exposto

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De acordo com o que informou o jornalista Pablo Rodrigo, na edição desta segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024, do jornal A Gazeta, a antiga chefe da unidade do Ganha Tempo na cidade de Cáceres, Hanielle Muriel Toquarto Deluque, que já havia denunciado irregularidades na gestão do Ganha Tempo, hoje sob a gerencia direta da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), revelou que, dias antes de prestar depoimento no Processo Administrativo de Responsabilização (PAR), que é conduzido pela Seplag contra o Consórcio Rio Verde, recebeu uma ligação a convidando para uma reunião na própria Seplag, o que pode caracterizar coação de testemunha.Com esta denúncia de possível coação de testemunha, o Governo do Estado de Mato Grosso, na gestão do governador Mauro Mendes, volta a pontificar como suspeita de trama continuada no intrincado enredo que envolve o desmonte da estrutura do Ganha Tempo no Estado. Trata-se de uma trama administrativa, que teria sido urdida nos bastidores da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado (Seplag) , comandada pelo secretário Basílio Bezerra, e que, além de destruir a eficácia de um programa instituído inicialmente com o propósito de facilitar a vida dos cidadãos de Mato Grosso, pode gerar um prejuízo mais de 150 milhões de reais aos cofres públicos. Esse é um cálculo, por baixo, da indenização que deve ser paga ao Consórcio Rio Verde, empresa paulista que implantou e gerenciava com muita eficiência as diversas agências do Ganha Tempo no Estado, durante a gestão do ex-governador José Pedro Taques, até virar, pelo que se evidencia, alvo de golpistas, que estariam incrustados na gestão do governador Mauro Mendes. HANIELLE, TESTEMUNHA EXEMPLARHanielle Deluque fora arrolada no PAR como testemunha pelo Consórcio Rio Verde. A ligação inesperada da Seplag para ele, segundo seu depoimento, revelado por A Gazeta, ocorreu em agosto de 2023, praticamente um ano depois dela ter sido exonerada de suas funções na unidade de Cáceres, justamente por registrar, em anos anteriores, atas notariais que revelaram o ruinoso modus operandi da Seplag no gerenciamento das unidades do Ganha Tempo. O desassombro com que Hanielle relata então as pressões dos gestores da Seplag contra o Consórcio Rio Verde acabou cobrando o seu preço dada a sua demissão, assim que documentou em cartório a trama armada para pretensamente, forjar justificativas para o rompimento do contrato de gestão celebrado pelo Consórcio com o Governo do Estado, na gestão de Pedro Taques.De acordo com esta nova reportagem de A Gazeta, em seu novo depoimento perante os investigadores do PAR, a sra Hanielle Muriel garantiu que recebeu a ligação de um antigo fiscal do Ganha Tempo, chamado Weliton. "Ele me mandou uma mensagem dizendo que o pessoal da Seplag iria me ligar para que eu fosse até lá. Eu perguntei porque, mas ele não me respondeu mais. E depois até me bloqueou", disse Hanielle. Weliton Geber do Espirito Santo, pelo que A Gazeta apurou, atuou como superintendente de gestão do Ganha Tempo, sendo nomeado em 2021. Atualmente não está mais atuando lá mas continuaria servindo aos pretensos interesses do grupo que seria comandado pelo secretário Basílio Bezerra. No entendimento dos advogados do Consórcio Rio Verde, a evidência que fica é que a convocação de Hanielle para uma “reunião extraordinária e extra oficial” na Seplag, seria com o intuito de, possivelmente, coagí-la para que alterasse tudo aquilo que disse sobre as falsificações que teriam sido produzidas para respaldar a retirada do Consórcio da gestão do Ganha Tempo.Como registrou A Gazeta, Hanielle, falando no PAR, manteve sua postura de testemunha exemplar e repetiu o que já havia afirmado em outras ocasiões, garantindo que a Seplag, sob comando de Basílio Bezerra, orientava os gestores das unidades a estimular os cidadãos "a gerar reclamações contra o Consórcio Rio Verde". Ela também relembrou que acabou sendo despedida depois de revelar essa intenção da secretaria e que essas ordens partiram de um fiscal de contratos, chamado por "sr. Túlio", Túlio César da Fonseca Turíbio.BASÍLIO BEZERRA ATACAAssim que se encerrou a gestão do governador Pedro Taques, e assumiu a gestão de Mauro Mendes, com Basílio Bezerra, teria se iniciado a trama contra o consórcio paulista, famoso por administrar  70 das cerca de 235 unidades do Ganha Tempo no Estado de São Paulo, sempre com avaliação de alta performance, desde o ano de 2006, quando os serviços foram implantados na gestão do então governador Mário Covas.O Ganha Tempo, que conta com 7 (sete) unidades em Mato Grosso, há quase dois anos mergulhou em uma crise sem fim, desde que o secretário titular da Seplag, Basílio Bezerra, por motivação ainda não devidamente esclarecida, resolveu afastar o concessionário original, o Consórcio Rio Verde, que assumira a gestão ainda na administração do governador Pedro Taques (PSDB). Por que Basílio age assim, ninguém dentro da atual administração do governador Mauro Mendes (União Brasil) pode dizer ao certo, mas um fato inconteste, a esta altura dos acontecimentos, devido às revelações como as que foram feitas pelo jornal A Gazeta neste início de fevereiro de 2024, é que as razões apresentadas para afastar o Consórcio Rio Verde da gestão se mostram altamente questionáveis.Deve-se destacar também que, afastando o Consórcio Rio Verde e assumindo de forma direta a gestão, a Seplag, sob comando de Basílio Bezerra, se apossou na marra de toda a estrutura de trabalho implantada nas sete unidades mato-grossenses do Ganha Tempo, passando a usar todo maquinário e prédio construídos e/ou reformados pelo Consórcio, sem pagar até aqui nada por isso. Entre as exigências de ressarcimento que o Consorcio Rio Verde apresenta, está a necessidade do Governo do Estado repor todos os gastos que fez com a construção dos imóveis e implantação do mobiliário das unidades do Ganha Tempo. DENUNCIAS ARQUIVADAS EM SÃO PAULONão bastasse as revelações feitas ao jornal A Gazeta pela sr. Hanielle quanto à tentativa de coação que ela teria sofrido, a Seplag e a atual gestão do Governo de Mato Grosso sofreram mais uma derrota no campo da disputa judicial, neste mês de fevereiro.É que o Consórcio Rio Verde teve todas as investigações solicitadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra ele arquivadas pela Justiça de São Paulo, que nada encontrou após investigação sobre pretensa lavagem de dinheiro feita pelo Ministério Público e Polícia Civil daquele Estado.“Em Relatório Final, a d. autoridade policial informa que restaram infrutíferas a tentativa de corporificar um quadro mínimo de autoria, materialidade e circunstâncias aptas a identificar eventual infração penal antecedente que pudesse direcionar a investigação sobre lavagem de capitais”, diz trecho do pedido de arquivamento pelo MP Paulista. Diante dessa conclusão, o Tribunal de Justiça de São Paulo arquivou o inquérito policial solicitado pelo MP de Mato Grosso. No anexo, você confere a decisão da Justiça paulista.Ressaltar que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso também sai derrotado e desacreditado deste processo, já que, ao invés de investigar as denúncias formuladas por diversas vezes pelo Consórcio Rio Verde, no decorrer deste confronto administrativo, preferiu bancar as suspeitas levantadas pela Seplag contra a empresa paulista e acionou o Ministério Público de São Paulo e a Policia Civil de São Paulo para levantarem provas contra possíveis crimes e desatinos cometidos pelo Consórcio Rio Verde naquele Estado.A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, arquivando todos as investigações contra o Consórcio Rio Verde,  por falta absoluta de qualquer dado desabonador, volta como uma espécie de tapa na cara, seja das autoridades do Governo do Estado de Mato Grosso, seja das autoridades do Ministério Público de Mato Grosso.Como a disputa continua, ainda na esfera administrativa e espera-se pela conclusão do Processo Administrativo de Responsabilização (PAR), que é conduzido pela Seplag contra o Consórcio Rio Verde, evidentemente que voltaremos ao assunto. A MEMÓRIA É QUE FAZ A HISTÓRIAConfira algumas das matérias com que esta PAGINA DO ENOCK vem documentando, desde o início da gestão do governo de Mauro Mendes, o nebuloso caso que cerca o intempestivo afastamento do Consórcio Rio Verde da gestão do Ganha Tempo em Mato Grosso:

https://paginapublica.com.br/o-melhor-detergente-e-a-luz-do-sol/suspeita-de-mutreta-governo-de-mt-leia-se-secretario-basilio-bezerra-escondeu-parecer-da-pge-que-atesta-que-consorcio-rio-verde-nao-cometeu-crime-na-gestao-do-ganha-tempo-2-anos-depois-do-fim-da/

https://paginapublica.com.br/o-melhor-detergente-e-a-luz-do-sol/suspeita-de-mutreta-a-gazeta-revela-que-governo-de-mauro-mendes-orientou-producao-de-provas-falsas-para-afastar-consorcio-rio-verde-do-ganha-tempo-em-mato-grosso/

https://paginapublica.com.br/o-melhor-detergente-e-a-luz-do-sol/suspeita-de-mutreta-em-mato-grosso-inquerito-promovido-pelo-proprio-governo-do-estado-desconsiderou-documentos-que-absolveriam-acusados-e-manteriam-consorcio-rio-verde-no-comando-do-ganha-tempo/

https://paginapublica.com.br/o-melhor-detergente-e-a-luz-do-sol/tem-coisa-muito-errada-neste-trem-governo-zema-de-mg-afasta-empresa-visual-responsavel-por-falhas-no-ganha-tempo-em-mt-governo-mauro-recontratou-visual-pagando-4-vezes-mais-gracas-a-basilio-bez/

https://paginapublica.com.br/e-bem-mato-grosso/mp-nao-encontra-ilegalidade-na-contratacao-de-empresa-do-ganha-tempo-e-arquiva-denuncia-contra-seplag/

https://paginapublica.com.br/e-bem-mato-grosso/consorcio-desmente-cge-e-diz-que-nao-teve-beneficio-financeiro-com-atendimentos-glosados-pelo-governo-no-ganha-tempo-leia-docs/