Uma das tristes imagens que marcou o ano de 2025, em Cuiabá, foi a do velho professor Sérgio Cintra documentando a decrepitude a que está entregue a Praça da República, no Centro Histórico de Cuiabá.
Enquanto o governador Mauro Mendes, com as bençãos do prefeito Abilio Brunini e dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, comandada por Max Russi, investe bilhões para agradar a famiíia #Maggi no Parque Novo Mato Grosso, o centro da capital está sujo, fedorento e desabando.
Uma das contradições da vida de Sérgio Cintra é que ele está filiado no #PSD do ministro da Agricultura Carlos Henrique Baqueta Favaro, um dos bate-paus na política da família Maggi, justamente o grupo político do Agro que segue faturando muito e muito, enquanto a velha Cuiabá é só ruína.
Será que, com um mínimo de vontade política e sua pretensa influência sobre o governo do velho metalúrgico #Lula - que, é bom lembrar, tem sob seu controle o #Iphan - , o ministro Fávaro não poderia atuar decisivamente para tirar nosso Centro Histórico da pasmaceira que Cintra denuncia?!
Lembrar, a Sérgio Cintra e demais cidadãos e cidadãs, que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) é a autarquia federal brasileira responsável por preservar, proteger e promover o patrimônio cultural do Brasil. Sua missão é garantir que bens materiais e imateriais que formam a identidade do país sejam salvaguardados para as gerações presentes e futuras.
As principais responsabilidades do IPHAN incluem a Gestão e Proteção do Patrimônio Material.
Tombamento: Iniciar e gerenciar o processo de tombamento para proteger bens culturais móveis e imóveis (como edifícios históricos, cidades inteiras, monumentos e sítios arqueológicos), inscrevendo-os nos Livros do Tombo (Arqueológico, Paisagístico e Etnográfico; Histórico; Belas Artes; e das Artes Aplicadas).
Fiscalização e Autorização: Fiscalizar e conceder autorização para intervenções, restaurações ou obras em bens tombados, garantindo a manutenção de suas características e valor histórico.
Administração de Bens: Receber e administrar bens de valor artístico, histórico e cultural, como os oriundos da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), zelando por sua guarda e manutenção.
Licenciamento Ambiental: Avaliar o impacto de grandes empreendimentos licenciados ambientalmente sobre o patrimônio cultural acautelado.
Salvaguarda do Patrimônio Imaterial
Registro: Promover o registro de bens culturais de natureza imaterial, como celebrações, ofícios, saberes tradicionais, danças e línguas, por meio do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI).
Fomento à Salvaguarda: Apoiar projetos de identificação, reconhecimento e promoção do patrimônio imaterial, colaborando com as comunidades detentoras desses bens.
Sistema Nacional: Construir, em parceria com governos estaduais e municipais, o Sistema Nacional do Patrimônio Cultural, propondo diretrizes e regras gerais de ação e fomento para a preservação em todo o país.
O IPHAN deve atuar em articulação com diversos níveis de governo e a sociedade civil para assegurar a proteção e o usufruto do patrimônio cultural brasileiro.
Não é o que está se vendo em Cuiabá, Mato Grosso, sob o poder de Carlos Fávaro e Lula.
Sim, essa é Cuiabá, uma terra de santos e pecadores...
ENOCK CAVALCANTI, 72, é jornalista e editor do blogue PAGINA DO ENOCK que se edita a partir de Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, desde o ano de 2009.