O jornalista José Ribamar Trindade e Carlinhos Bezerra fora da cadeia. "A decisão da Alta Corte de Mato Grosso faz cair por terra todas as lutas das mulheres sacrificadas, oprimidas, agredidas, torturadas com palavras e com espancamento, aleijadas ou mort

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QUE VIVA A LIBERDADE, MESMO COM O SOFRIMENTO ALHEIO J.R.TrindadeMeus amigos e amigas, leitores e leitoras do meu Facebook, vejam que absurdo. Um assassino frio, covarde e violento mata. Mata não, executa ex-esposa e não fica nem um ano preso. O assassino ganha de presente, o direito a ficar em casa, tomando uisque de R$ 2 mil a garrafa. Comendo do bom e do melhor. E a vítima? Essa, coitada, não vai ter direito sequer a ver a luz do sol nunca mais. Ela está morta. Um assassino com essa mordomia toda nos leva a uma reflexão. Aliás, a várias reflexões. Primeira: Isso é justiça? Segundo: Isso é Direitos Humanos? Terceira: Isso é democracia. Quarta: Isso é punição para um assassino?Não. Isso não é nada de justiça. Isso é uma afronta à dignidade humana, tanto às vítimas como para familiares e amigos. Ou isso seria uma Nova Ordem Mundial? Não. Nos outros países onde a prisão é para punir e para cumprir completamente os anos da condenação, a justiça é a justiça. O pior, no entanto, é que a decisão da Alta Corte de Mato Grosso faz cair por terra todas as lutas das mulheres sacrificadas, oprimidas, agredidas, torturadas com palavras e com espancamento, aleijadas ou mortas pelos maridos, ex-maridos, companheiros, namorados e ex-namorados. A Alta Corte do nosso Estado deixou no ar, e bem claro, que a Lei Maria da Penha não vale nada. Dezenas, centenas, milhares de mulheres de todas as idades são agredidas e mortas, muitas até esquartejadas e queimadas no Brasil, e não acontece nada. Nada, mesmo.Carece aqui uma pergunta minha, pessoal, e de milhões de mulheres que ainda estão com a sorte de estarem vivas. Essa decisão da Alta Corte de Mato Grsso possou pelo Ministério Público Estadual (MPE)?Se passou, que perdoem e me desculpem os magistrados da Alta Corte e do MPE, podem ter certeza, que não agradou a ninguém. Mas não agradou, mesmo.Que DEUS proteja, sempre, todas as mulheres que estão conseguindo sobreviver à brutalidade dos assassinos frios e covarde de mulheres.Há, só mais uma coisinha que é que, principalmente as autoridades deste País precisam saber e se lembrarem sempre: assassino que mata uma pessoa, mata quantas ele tiver vontade, pois ainda é válido e bem atual: coçar e matar, é só começar.Internautas de Cuiabá, de Mato Grosso, do Brasil e do Mundo, comentem e dê suas opiniões.A GAZETA PUBLICOUAPENAS NOVE MESES APÓS CRIMESTribunal de Justiça concede prisão domiciliar a Carlinhos BezerraCarlos Alberto Gomes Bezerra, o "Carlinhos Bezerra", autor da execução da ex-mulher Thays Machado e do seu namorado, Willian Cesar Moreno, em janeiro de 2023, teve o pedido de prisão preventiva convertida em prisão domiciliar, ele é condenado por feminicídio e homicídio. O documento assinado pelo Tribunal de Justiça alega que a medida é em decorrência da saúde do preso que se encontra debilitado fisicamente e psicologicamente."Estão presentes os requisitos necessários para a substituição da prisão preventiva por domiciliar, notadamente pelo estado de saúde debilitado em que o paciente se encontra em razão de moléstias físicas e psicológicas e, ainda, pela insuficiência estrutural do estabelecimento penitenciário em que se encontra para suprir as necessidades prementes que a condição frágil do paciente impõe". Carlos será monitorado e deve ficar 24h dentro de casa, a cada 90 dias deverá apresentar um relatório médico circunstanciado, a ser fornecido, com detalhamento da evolução do quadro clínico, para reavaliação da continuidade da medida e caso descumprir alguma medida imposta pela justiça retornará a cadeia para cumprir sua pena.O casoO casal Thays Machado e Willian Cesar Moreno esperava um motorista de aplicativo em frente ao Edifício Solar Monet, no Alvorada, quando foram baleados pelo filho do deputado Carlos Bezerra, Carlos Alberto Bezerra, 57. Cada um recebeu 3 tiros e morreu ainda no local. O acusado foi preso horas depois do crime, em Campo Verde (131 km ao Sul) e confessou o crime em depoimento à Polícia Civil.JOSÉ RIBAMAR TRINDADE é jornalista em Cuiabá, Mato Grosso.
Trindade e Carlinhos Bezerra