OPERAÇÃO HERMES APURA DESTRUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE
O repórter Lázaro Thor, no saite PNB On Line, informa que esta disputa entre Mauro Mendes e seu filho Luís contra Pablo Rodrigo e o conglomerado editorial de A Gazeta, teve início após a publicação da reportagem em versão impressa e digital, que citava supostas transações de R$ 301,9 mil em mercúrio envolvendo Luis Antônio. A reportagem foi assinada pelo repórter de política do jornal A Gazeta e correspondente da Folha de S.Paulo, o Pablo Rodrigo, "conhecido por furos de reportagem no Estado". Recordar que Lázaro e Pablo formaram dupla para muitas apurações para Folha, Intercept Brasil, Congresso em Foco, etc.À época, a Polícia Federal informou, via e-mail, não ter “conhecimento, em um primeiro momento” da vinculação dele à operação, mas, meses depois, pediu a prisão preventiva do empresário Luís Antônio Mendes – negada pela Justiça, que aplicou outras, todavia, outras medidas cautelares, como a prisão do seu passaporte que, pelo que consta, continua em vigor até a presente data, impedindo de ir à Disney, por exemplo, se for sua intenção.ATAQUE A JORNALISTAS VALEU PEDIDO DE INTERVENÇÃO NO ESTADOCabe aqui recordar que estes insensatos ataques promovidos pelo governador Mauro Mendes contra jornalistas em Mato Grosso, como no caso de Pablo Rodrigo, e do jornal A Gazeta, de Cuiabá, levou a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) a pedirem, em agosto de 2023, à Procuradoria Geral da República (PGR) uma intervenção federal no Estado de Mato Grosso e o afastamento do governador por conta do recorrente ataques ao livre exercício do jornalismo com investigações contra jornalistas por reportagem envolvendo o gestor e seus familiares nos últimos meses.No entendimento das entidades representativas dos profissionais do jornalismo, as ações promovidas contra nada menos que 15 jornalistas naquele ano, pela gestão de Mauro Mendes, através da Polícia Civil de Mato Grosso, questionando reportagens sobre atos do governo e de seus familiares, feriram a liberdade de imprensa, de expressão e, também, os preceitos mais elementares dos Direitos Humanos. Notem isso, MM era acusado de usar a estrutura da Policia Judiciária Civil do Estado para a perseguição a jornalistas e a jornais. E o Ministério Público Estadual e a OAB-MT, da advogada Gisela Cardoso, jamais deram um pio sobre este descalabro, anotem aí os cidadãos criteriosos.“O exercício do jornalismo, portanto, requer que uma pessoa se envolva em atividades que estão definidas ou compreendidas na liberdade de expressão garantida na Convenção”, justifica o pedido. “Requer que esta douta Procuradoria Geral da República se digne em oferecer pedido de Intervenção Federal em desfavor do Estado de Mato Grosso, com consequente afastamento do Sr. Mauro Mendes Ferreira de sua função e cargo de governador, e a investigação e eventual responsabilidade dos envolvidos, após minuciosa apuração dos fatos descritos nesta denúncia, objetivando identificar o crime, materialidade e seus respectivos autores”, diz trecho do pedido protocolado precisamente na quinta-feira, 16 de agosto de 2023.Entre os casos listados estão a abertura de inquérito policial através Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) contra os jornalistas Pablo Rodrigo, Ulisses Lalio, Daniel Pettengill e Haroldo Arruda Jr., por conta de reportagens que revelaram que o filho do governador, Luis Antônio Taveira Mendes era investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Hermes, bem como reportagens envolvendo o pedido de autorização para implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) por familiares e amigos do governador. O presidente do Grupo Gazeta de Comunicação, João Dorileo Leal, também é um dos processados pelo governador e sua família.O pedido da Fenaj e Sindjor MT também cita o caso envolvendo o jornalista Alexandre Aprá, que foi perseguido por um detetive durante algumas semanas, onde ele afirmava que era contratado pelo governo para tentar incriminá-lo. Além desses casos, a Fenaj e Sindjor também elencaram a Operação Fake News contra Aprá e demais jornalistas e outras ações na justiça com pedidos de indenizações com alto valor. No caso do Pablo, como se viu, MM pediu 660 mil de indenização. Tudo por dinheiro?!Além desses, a Federação cita outros jornalistas e comunicadores, como Victor Nunes, Maria Luiza Nogueira, Janice Ortis Ramos, Marco Polo Popó Pinheiro, Enock Cavalcanti, Edivaldo de Sá Teixeira, Rodrigo Gomes Vieira, Edina Ribeiro de Araújo, João Adevilson de Souza, Marcos Fabiano Peres Sales e Ari Dorneles Pereira. “Inviabilizar de que a notícia chegue à sociedade, rebaixando os atos de imprensa como um simples instrumento de “reprodução” de release dos órgãos públicos, afastaria por completo a independência critica e a liberdade de informar, dos veículos de comunicação” - destacou a denuncia submetida à analise do Ministério Público Federal. Evidentemente, que há muito ainda que se detalhar e escrever sobre a conflituosa relação do ocasionalmente poderoso governador Mauro Mendes com os jornalistas. Este é só um rápido apanhado, motivado pela auspiciosa decisão da juíza Olinda Altomare. No caso da pretensa chantagem alegada do empresário João Dorileo Leal contra MM e sua gestão, uma explosão de reportagens investigativas contra o governo do Estado ganharam projeção nos veículos do grupo, tão logo a acusação ganhou mídia. Mas com o passar do tempo, se falou em acordo de bastidores, os canhõrar tames do Dorileo se calaram, e essa é uma história que precisa ainda ser melhor contada, esmiuçada, mas quem sou eu, em fase de encarquilhamento. Lembrar também que, em período anterior ao pedido de indenização, muito se falou de um forte tapa no peito do Pablo Rodrigo, que Mauro Mendes fora acusado de aplicar. Evoé, jovem jornalista! Vai que é tua!ENOCK CAVALCANTI, 72, é jornalista e editor solitário do blog PAGINA DO ENOCK, publicado a partir de Cuiabá, Mato Grosso, desde o ano de 2009.