Falou em corrupção, tem sempre suspeita rondando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e seu colegiado de parlamentares. O líder do governador Mauro Mendes (DEM) na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM), é o mais novo denunciado, ao lado do ex-deputado Pedro Satélite (PSD) e de outras 11 pessoas. Eles são acusados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por improbidade administrativa, um juridiquês para corrupção no âmbito da administração pública. A ação já foi apresentada pelo promotor Ezequiel Borges de Campos à Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular e você ler o inteiro teor dela clicando no link no final deste texto.
No centro das investigações, o controle das concessões distribuidas pelo Governo do Estado para a exploração do serviço de transporte público entre os municipios de Mato Grosso. No Brasil, linha de ônibus também anda sempre muito imbricada com negócios sujo, seja aqui em nosso Estado, seja nos mais diversões rincões do Brasil. Transportar passageiros e cargas por esse imenso País também é negócio muito propício à praga da corrupção.
E essa é uma investigação que vem sendo conduzida desde 2019 pelas autoridades da Policia Civil e do Ministério Público de Mato Grosso. Em sua longa denúncia, que tem 127 páginas, e arrola diversos documentos, o promotor Ezequiel Borges garante que Dilmar e Satélite usaram da influência política para atender aos interesses dos empresários do setor, inclusive, articulando a instauração de uma Comissão Parlamentar Especial que, em 2015 e 2016, serviu de fachada para manter estagnado o processo licitatório e impedir que uma nova concorrente entrasse em operação e comprometesse a lucratividade dos envolvidos. O objetivo sempre teria sido manter o controle e os lucros do transporte intermunicipal nas mãos de uma pequena panelinha de empresários. Em troca, os parlamentares eram favorecidos pela propina paga pelos patrões das empresas de ônibus.
O MP relaciona como beneficiadas pelo esquema de corrupção montado à sombra da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, as empresas Verde Transportes, Transportes Andorinha, Viação Xavante e Viação Motta também foram denunciadas pelo Ministério Público. Para o MP, tanto Satélite como Dal Bosco faturaram alto no esquema, o que resultou em enriquecimento ilícito de R$ 2.568 milhões e R$ 1.293 milhão, respectivamente. Além do deputado e ex-parlamentar, entraram na lista de corrupção do promotor Ezequiel Raphael Vargas Licciard (ex-assessor do Tribunal de Contas do Estado – TCE), Eder Pinheiro, Júlio César Sales Lima, Max Willian de Barros Lima, José Eduardo Pena, Edson Angelo Gardenal Cabrera, Paulo Humberto Naves Gonçalves. Francisco Feitosa de Albuquerque Lima Filho, Luis Gustavo Lima Vasconcelos e Daniel Pereira Machado Júnior.
A operação foi deflagrada após a delação premiada do empresário Max Willian de Barros Lima. Ao autorizar a operação, o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Marcos Machado, impôs medidas restritivas ao presidente do Sindicato dos Empresários do Setor de Transporte Intermunicipal de Passageiros (Setromat), Júlio César Sales de Lima, que passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. O TJ também expediu mandado de prisão contra o empresário Eder Pinheiro, que é considerado o líder da quadrilha, e se encontra foragido. Também foram bloqueados R$ 86 milhões, para futuros ressarcimentos aos cofres públicos.
CLIQUE NOS LINKS ABAIXO PARA CONHECER INTEIRO TEOR DAS INVESTIGAÇÕES E DA DENUNCIA FORMULADA PELO PROMOTOR EZEQUIEL BORGEShttps://www.dropbox.com/s/1jkixblh1ndmn9n/ezequiel%20denuncia%20dilmar.pdf?dl=0
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