O ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, através do seu defensor, o advogado criminalista Diogo Botelho, entrou com uma ação para julgar improcedente a sua suposta participação na criação daquele que seria um escritório irregular de interceptações telefônicas, no episódio que abalou a administração do então governador Zé Pedro Taques e ficou conhecido como Grampolândia Pantaneira.
Diogo Botelho ataca as razões que motivaram o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) a mais uma vez investir contra o ex- comandante geral da PM-MT e garante que, em todo o seu arrazoado acusatório, os promotores não conseguiram deixar claro quais seriam as irregularidades cometidas por Zaquel Barbosa no caso, limitando-se a apresentar apenas a síntese do apurado nos autos de ação penal militar em 2017.
Faltou "demonstrar de forma concreta e delineada quais atos supostamente ímprobos cometeu o Defendente na condição de Oficial da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso no cenário daquilo que a imprensa qualificou como grampolândia pantaneira”, diz o criminalista Diogo Botelho em sua argumentação.
Dessa forma, com um texto que o criminalista considera genérico, o Ministério Público, de acordo com Botelho, dificulta o exercício do contraditório e da ampla defesa, “direitos fundamentais que não podem ser demitidos por ações baseadas em enredos que não delimitam condutas e não demonstram quais foram os atos”, entendendo que “os fatos já apurados na Ação Penal Militar e que estão em grau recursal, eis que condenado o Defendente, não podem ser novamente rediscutidos e, inclusive, punidos na esfera cível”.
No destaque, você poder ler o inteiro teor da arrazoado apresentado pelo criminalista Diogo Botelho em defesa do coronel Zaqueu Barbosa.
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