DUAS EMPRESÁRIAS EM CONFLITO - Desembargador Orlando Perri acolhe recurso de Priscila Hauer em processo contra Laura Campos. Priscila denunciada por invadir a Grande Cuiabá, a partir de Chapada, com sua Rádio Jovem Pan. LEIA DOCS

· 3 minutos de leitura
A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT) acatou um recurso da empresária e jornalista Priscila Hauer Domingues Defanti, fazendo com que a presidente do Grupo Futurista de Comunicação, Laura Cristina Pinto de Campos, volte a ser ré na justiça em processo que Priscila lhe move por pretensa difamação. Laura é filha do deputado estadual e ex-governador de Mato Grosso, Júlio Campos (União-MT), comanda o Grupo Futurista de Comunicação e publicou textos que teriam supostamente ofendido os empresários Priscila Hauer e Fábio Defanti, da PHD Publicidade, representantes da Rádio Jovem Pan em Mato Grosso. Os magistrados da Primeira Câmara Criminal seguiram por unanimidade o voto do desembargador Orlando Perri, relator de um recurso de apelação ingressado por Priscila Hauer contra uma decisão de primeira instância, através do juiz João Bosco, que extinguira a punibilidade de Laura Campos, que também é jornalista. A sessão de julgamento ocorreu no dia 12 de dezembro de 2023. Por outro lado, Laura Campos ingressou com denuncia junto à Anatel - Agencia Nacional de Comunicação e ao Ministério Público Federal, acusando a empresária Hauer de usar uma emissora de rádio em Chapada dos Guimarães, retransmissora da Rádio Jovem Pan, para invadir de forma que Laura garante ser irregular e criminosa, o ambiente radiofônico de Cuiabá e Várzea Grande. A disputa entre as duas empresárias, dessa forma, vai se alongando no tempo.DUAS EMPRESÁRIAS EM CONFLITOFoi no dia 15 de dezembro de 2021 que o Grupo Futurista de Comunicação, encerrou sua parceria comercial com a Empresa PHD Publicidade com as frequências 90.1 Nativa FM e 93.3 Jovem Pan FM. O encerramento do contrato se deu por conta da constatação, feita por Laura Campos, de que a PHD Publicidade, comandada por Priscila Hauer e Fabinho Defanti, estaria operando as duas frequências em desacordo com as normas técnicas e jurídicas que regulam os procedimentos do serviço de radiodifusão sonora, em frequência modulada perante o Órgão regulador, que é o Ministério das Comunicações e o órgão fiscalizador, a Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel. Em razão disso, o Grupo Futurista de Comunicação propôs ação judicial, quando foram informadas todas as violações pretensamente ocorridas e, após a contestação por parte da PHD Publicidade, o Juízo da 11ª Vara Cível de Cuiabá, através da juiza Olinda Castrilon, acatou os argumentos do Grupo Futurista e determinou a restituição dos equipamentos, como também a imediata rescisão do contrato.O ponto mais sensível, no processo que levou à cassação do contrato, teria sido a constatação, feita por Laura Campos e seus peritos, da falta de manutenção dos equipamentos usados para a difusão do sinal de rádio. Inspeção realizada pelo Grupo Futurista constatou que o Grupo PHD não estava realizando as manutenções necessárias nos transmissores. Conforme o processo, o sinal da Rádio Jovem Pan estava sendo transmitido por um equipamento reserva, de potência inferior à homologada pela Anatel. Já o transmissor da Rádio Nativa FM foi encontrado em precário estado de conservação.Desde então, a disputa entre Laura Campos e Priscila Hauer vem se mantendo com novos lances a cada temporada. A derrota, com a decisão da juiza Castrillon, não paralisou Hauer que, logo no início de 2022, sempre preservando a bandeira da Jovem Pan Cuiabá, que mantém desde 2016, migrou seu sinal para a Rádio Natureza, de Chapada dos Guimarães, passando a ser sintonizada em 94,9 MHZ. Em paralelo, Priscila Hauer e Fabio Defanti, representados pelo advogado Ricardo Oliveira, impetraram denúncia contra Laura Campos por pretensa concorrência desleal, calúnia, injúria e difamação. O juiz João Bosco, todavia, acabou por declarar extinta a possível punibilidade de Laura, decisão contra a qual recorreram Priscila e Defanti, com apelação agora deferida pela Primeira Câmara Criminal do TJMT, a partir de relatório do desembargador Orlando Perri. Mais detalhes a acirrada disputa entre as duas empresárias, em alguns dos documentos do processo, que divulgamos
Priscila Hauer e Laura Campos