Alexandre Aprá e Enock Cavalcanti falarão sobre assédio judicial contra jornalistas em Mato Grosso em evento em São Paulo

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  1. Os jornalistas cuiabanos Alexandre Aprá e Enock Cavalcanti estarão entre os convidados do evento “Proteção Legal para Jornalistas”, que será realizado no dia 14 de abril de 2025 na sede do JusBrasil, em São Paulo. O evento é promovido pelo Repórteres Sem Fronteiras e pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com o JusBrasil, e visa discutir as melhores abordagens legais e jornalísticas para se proteger do assédio judicial.
A iniciativa reunirá jornalistas e comunicadores para debater estratégias eficazes de defesa legal no exercício da profissão. Durante o encontro, advogados especializados e especialistas do setor compartilharão casos práticos e soluções para garantir maior segurança no enfrentamento de processos judiciais que buscam intimidar o trabalho da imprensa. Entre os casos abordados no evento, estará o dos jornalistas que tiveram sua defesa conduzida pelo escritório Flora e Matheus, que atua na proteção legal dos profissionais da imprensa. O caso foi encaminhado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) por meio da Diretoria de Prerrogativas, que tem trabalhado ativamente na defesa dos direitos da categoria. A participação no evento será restrita a convidados, garantindo um ambiente de troca de experiências e aprofundamento do tema. Além disso, os organizadores cobrirão os custos de passagens e hospedagem dos participantes nos dias 13 e 14 de abril.

Alexandre Aprá e Enock Cavalcanti, juntamente com o jornalista Marco Polo Popó Pinheiro foram alvos, em fevereiro de 2024, de ação policial criminosa, já anulada pelo STF - Supremo Tribunal Federal, durante a qual tiveram suas residências invadidas na madrugada por agentes da Policia Judiciária Civil de Mato Grosso, em operação autorizada pelo juiz de Direito João Bosco Soares, que atendeu pedido do governador Mauro Mendes, através da Delegacia Especializada em Crimes Informáticos. Os jornalistas tiveram celulares e notebooks apreendidos e recolhidos, para coleta de pretensas provas de que teriam cometido os crimes de injuria, calunia e difamação contra o governador e contra o desembargador Orlando Perri, ao divulgarem críticas contra essas autoridades públicas de Mato Grosso. A ministra Carmen Lucia, do STF, que determinou a anulação da operação, considerou todo o esquema, montado à sombra do Governo do Estado de Mato Grosso, um greve desrespeito à liberdade de imprensa e às liberdades democráticas.

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso apoia a iniciativa e reforça a importância da discussão sobre a proteção legal dos profissionais da imprensa, que frequentemente enfrentam desafios no exercício da sua função. A presença de jornalistas mato-grossenses neste evento contribuirá para fortalecer o debate sobre as melhores práticas e ferramentas legais para enfrentar o assédio judicial. Para mais informações sobre o evento, acesse os canais oficiais das entidades organizadoras.FONTE SINDJOR MT