Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará: o desafio de ser educador/a quando nos querem impor uma mordaçaPOR VALDEIR PEREIRAÉ estarrecedora a notícia que circula, nas redes sociais e canais de comunicação de Cuiabá/MT, em que supostamente o Colégio Notre Dame de Lourdes teria suspenso, como punição, uma professora por dizer a verdade, em sala de aula, sobre as questões da atualidade envolvendo o genocídio de pessoas pela política nefasta do governo federal. Bem como, as questões do meio ambiente, como por exemplo, a garimpagem em terras indígenas e desmatamentos. Trata-se de fatos verdadeiros e que têm o DNA do Governo Federal.O Colégio Notre Dame de Lourdes foi fundado pelas Irmãs da Congregação da Imaculada Conceição, ligado à Igreja Católica, que em tese tem os valores evangélicos cristão e consequentemente o respeito à vida. No entanto, a suposta punição da professora é um ato de covardia e que, como cristão e católico que sou, não condiz com ensino de Cristo que foi um grande revolucionário quando esteve, fisicamente, no nosso meio. Fé sem obras não é fé.Pela situação, que tomamos conhecimento no portal, https://www.folhamax.com/cidades/colegio-em-cuiaba-suspende-professora-por-criticar-bolsonaro-em-sala-de-aula/318757 , entre outros, é um atentado direto a liberdade de cátedra e que, se verdadeiro o fato da suspensão da professora é um atentado sem precedentes a liberdade de ensina e aprender.Pelas notícias, o teor das informações da aula da professora está amplamente respaldada na verdade. Portanto, é um abuso, por parte do colégio, a suspensão da professora. Respeitamos a diversidade e isso incluiu pais seguidores fiéis do bolsonarista. Mas, compreendemos que podem até podem não gostar dos fatos ensinados pela professora. Mas, não tem como encobrir e falsear a verdade dos fatos. Assim como não tem como esconder do sol com uma peneira.Repudio veementemente o atentado à liberdade de cátedra sofrida pela professora e muito mais praticado pelo Colégio Notre Dame, que em tese, a gestão tenha o conhecimento da bíblia e da história cristã. Mas, nesse caso, se rendem, de joelhos, ao DEUS dinheiro em detrimento dos verdadeiros dogmas e ensinamento de Cristo.Solidarizo com a professora e estendo os parabéns pela coragem de exercer com muito zelo aquilo que juramos quando nós formamos a condição da liberdade de aprender e ensinar. Esperamos que OAB, Direitos Humanos, Ministério Público e outras instituições não se calem diante de tal arbitrariedade e abuso. E busquem responsabilizar aqueles que atentam contra a liberdade de cátedra.Valdeir Pereira é professor e sindicalista em Mato Grosso e presidente do Sintep/MTValdeir