TEM COISA MUITO ERRADA NESTE TREM: Governo Zema, de MG, afasta empresa Visual, responsável por falhas no Ganha Tempo. Em MT, Governo Mauro recontratou Visual pagando 4 vezes mais, graças a Basílio Bezerra - revela O Factual

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Gerido pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), desde que o Consórcio Rio Verde foi intempestivamente afastado de sua gestão, o Ganha Tempo continua despontando como espaço de irregularidades sem fim dentro da administração pública de Mato Grosso. Pelo menos é o que revela o saite O Factual, de Cuiabá, em nova reportagem sobre esta rede de atendimento que, ao invés de gerar agilidade na prestação de serviços à população, parece ter se transformado em foco de problemas para a adminisração do atual governador Mauro Mendes (UB).Nesta sexta-feira, 8 de abril, dia do aniversário de 303 anos de Cuiabá, O Factual revela que, desde o ínicio deste mês, lá em Minas Gerais, administrado pelo governador Romeu Zema (Novo), a empresa Visual Sistemas não é mais a responsável pela operação do sistema de dados que atende às unidades do Ganha Tempo naquele Estado, e notadamente na capital Belo Horizonte. Em Minas, como aqui em Mato Grosso, foram constatadas falhas nos registros de atendimento – e que essas falhar eram de responsabilidade da Visual. Em Mato Grosso, conforme reportagens já divulgadas também pelo jornal A Gazeta e saite O Livre, um estranho esquema teria sido montado não para questionar e afastar a empresa Visual, mas para afastar da gestão a concessionária Rio Verde, vencedora da licitação promovida pelo governo do então governador Zé Pedro Taques, sendo também a empresa responsável pela montagem, na maioria dos casos a partir do terreno, das 7 (sete) lojas em que o serviço é prestado em Mato Grosso.Pior: ao invés de punida, como acontece agora em Minas, a Visual Sistemas conseguiu do sr. Basílio Bezerra, responsável pelo comando dos negócios da Seplag, um novo contrato para continuar atuando dentro do Ganha Tempo, com valores quadruplicados, conforme registra a reportagem de O Factual.Um cidadão mineiro, por mais ingênuo que seja, certemente dirá, diante dos fatos que vem sendo revelados pelas seguidas reportagem de O Factual: tem coisa muito errada neste trem! Imagino que os cidadãos de Mato Grosso, diante dessas novas revelações de O Factual, estão novamente desafiados a tentar entender as razões que levam o Governo Mauro Mendes e notadamente a Seplag, a continuarem sustentando padrões de contratação tão questionáveis, às custas do suado dinheiro do contribuinte.
Basílio Bezerra, secretário da Seplag, que recontratou empresa Visual
VALE A PENA LER O QUE DIVULGA O SAITE O FACTUAL:

https://ofactual.com.br/apos-falhas-no-sistema-no-ganha-tempo-de-mt-e-nas-unidades-de-mg-governo-mineiro-rescinde-contrato-com-visual-sistemas/

As constantes reviravoltas a favor do Consórcio Rio Verde, ex-gestora das unidades do Ganha Tempo em Mato Grosso, que tinha Osmar Linares Marques como administrador, trazem à tona hoje mais provas sobre o que já foi considerado crime pelo Ministério Público de MT e na verdade não passava de erros no sistema implantado pela empresa Visual Sistemas.Além das reportagens que O Factual vem mostrando ao longo das últimas semanas (ver reportagem abaixo), sempre com provas documentadas, como a publicação dos relatórios da própria Seplag (que ocupou as unidades entre setembro de 2020 e abril de 2021, sob gestão do secretário Basílio Bezerra), que atestam os erros da empresa de tecnologia, agora chegou a vez do Estado de Minas Gerais, onde as mesmas falhas de atendimento foram detectadas já em 2018 (ver anexo) também no sistema da empresa Visual, que implementou o mesmo modelo operacional nas unidades daquele estado.https://ofactual.com.br/relatorios-da-propria-seplag-revelam-que-consorcio-rio-verde-nao-praticou-qualquer-irregularidade-em-suas-unidades/Minas optou pela providência mais simples, como forma de resolver as falhas nos atendimentos duplicados ou feitos em 15 segundos, entre outros: a reportagem apurou que a Visual teve seu contrato rescindido e deixa de ser a empresa responsável pelo sistema das unidades a partir de 1º de abril de 2022. Outra empresa de tecnologia assume agora todo o sistema tecnológico naquelas unidades.Não há como não notar que foi justamente após as ocorrências das falhas em Mato Grosso e logo após a ocupação da Seplag no Ganha Tempo, que termina em abril de 2021, que o governo de Minas resolveu trocar a empresa Visual por outra, dando início a nova licitação (veja abaixo o anúncio de consulta pública).
Em Minas, como aqui em Mato Grosso, os mesmos problemas ocorreram nas unidades de atendimento. Mas lá, diferentemente de cá, tudo foi resolvido assim que foram detectadas que as falhas eram produzidas pela empresa Visual.O Consórcio Minas Cidadão chegou a ser multado, por culpa do sistema que apresentava atendimentos em 15 segundos, em mais de R$ 4 milhões. Mas o dinheiro foi devolvido quando comprovada a falha no sistema da Visual (veja Anexo com as falhas no sistema e o valor da multa). Em apenas uma reunião entre o consórcio e o governo daquele estado, tudo foi resolvido, esclarecido e as providências tomadas. Sem desgaste, sem stress e sem atrapalhar o atendimento aos usuários. Enquanto aqui no estado do MT, a Seplag, mesmo ciente das mais de 14 mil irregularidades registradas no sistema Siganet, durante o período de ocupação, conforme relatórios da própria secretaria, como duplicação de CPFs e atendimentos de 30 segundos, a Visual foi agraciada com a renovação de contrato. Com o valor quadruplicado.Durante a ocupação, a Seplag se reuniu com a Visual para resolver as falhas no sistema. Esse é um ponto em que o Consórcio faz duras críticas à Seplag de MT. Alega que reuniões foram requisitadas, mas jamais houve interesse por parte do secretário Basílio Bezerra em discutir o problema ou saber os motivos que levaram às tais duplicações de CPFs, por exemplo, ou a atendimentos em apenas 30 segundos.Outro ponto a ser esclarecido é entender por que os depoimentos (200 no total), feitos pelo delegado José Ricardo Garcia Bruno junto aos funcionários das sete unidades de Mato Grosso, foram realizados, mesmo já tendo conhecimento sobre os relatórios que apontavam falhas no sistema. Se os problemas, portanto, foram imputados à Visual, como revelaram os relatórios da Seplag, como é que viraram suspeitas de crime? Também é necessário esclarecer as denúncias relatadas nos boletins de ocorrências em que ex-funcionários do Consórcio Rio Verde atestam que sofreram pressão para depor contra o consórcio, sob pena de perder o emprego e ameaçados de prisão, e porque muitos não foram selecionados, para depor, pelos fiscais da Seplag pelo fato de se recusarem a se dobrar às tais pressões.
  • "São muitas as evidências de que tudo que aconteceu se deu por falha no sistema. A Seplag, em um dos seus relatórios, revela que foram registradas mais de 14 mil irregularidades no sistema durante a ocupação, entre setembro de 2020 a abril de 2021. Isso mesmo: mais de 14 mil!!! E após sua saída das unidades, os problemas permaneciam. Pedimos à Seplag mais de uma vez que o comitê fosse convocado para discutir como resolver as falhas que surgiram. Tudo nos foi negado. E querem que nós paguemos a conta? Vamos até a última instância se necessário for. Mas espero que, diante de tantas provas, tudo seja resolvido o mais breve possível. Acreditamos na Justiça”, disse o presidente do Consórcio Rio Verde, Émerson Alaer Borges.

ANEXO - Falhas No Sistema Da Visual e Valor Da Multa Registrado Em Minas Gerais by Enock Cavalcanti on Scribd

Zema, de MG, e Mauro, de MT