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Mesmo com a pandemia da Covid-19, e com a suspensão das cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em 2020 pelos decretos estaduais e municipais, realizamos 1.205 procedimentos cirúrgicos cardiovasculares, muito próximo do alcançado no ano anterior”, destaca o diretor técnico do HG, Dr. Alexandre Maitelli. Para ele, esses dados demonstram o compromisso do hospital em oferecer saúde de qualidade para toda a população mato-grossense, mesmo em condições adversas”.O Dr. Alexandre destaca que o hospital tem 50 leitos dedicados a cardiologia e mais 50 leitos de retaguarda, totalizando 100 leitos dedicados exclusivamente aos atendimentos cardiológicos. Além disso, a unidade hospitalar conta com 20 leitos de UTI Adulto, sendo 10 leitos exclusivos para os cuidados dos pacientes cardíacos.O cirurgião cardiovascular, Dr. Gibran Roder Feguri explica que só nesta semana realizou operações de troca de válvula aórtica, plásticas da valva mitral e tricúspide, cirurgia de revascularização do miocárdio e aneurisma da aorta, todas no Hospital Geral.“
Essas doenças fazem parte do dia a dia do cirurgião cardiovascular, e fora essas, inúmeros outros procedimentos são realizados pela equipe no hospital, como por exemplo algumas cardiopatias congênitas do adulto, aneurismas de ventrículo esquerdo, dissecções da aorta, marcapassos, cardiodesfibriladores, ressincronizadores, biópsias e drenagens do pericárdio, entre outros”. Gibran completa dizendo que essas cirurgias correspondem a grande parte daquelas propostas para as doenças do coração, que são problemas de saúde pública, inclusive as que acometem tanto adultos como idosos.O Dr. Gibran relata que o avanço tecnológico e científico das últimas décadas permite realizar, por exemplo, implante de próteses valvares ou a revascularização do miocárdio mesmo em pacientes idosos, ou de relativa gravidade. A técnica cirúrgica se modernizou e oferece opções menos agressivas, com incisões menores e com menor tempo de Circulação Extracorpórea (CEC). Ele conta que a máquina de CEC cumpre duas funções essenciais para o funcionamento do organismo dos pacientes durante as operações: a oxigenação do sangue e a manutenção do fluxo e pressão arterial, que faz com que o sangue continue chegando a todos os órgãos, tecidos e células, mesmo com o coração parado propositadamente, para a realização do procedimento.SatisfaçãoFoi o caso da dona de casa, Helena de Carvalho, 73 anos, que necessitava de Angioplastia. A aposentada foi atendida no mutirão que o hospital realizou através da Central de Regulação. "Achei maravilhosa a iniciativa dos médicos em fazerem esse mutirão, porque estava na fila havia dois meses. Agora, já fiz a angioplastia e estou em casa", relatou.Quem ficou satisfeito também foi seu Ramão Benites, de 45 anos, que, em maio de 2019, foi acometido de Infarto e submetido a Cateterismo com implante de dois stent farmacológicos.ServiçoO Serviço de Cardiologia do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá (HG), sob responsabilidade do médico Danilo Oliveira de Arruda. Conta com 03 cirurgiões cardiovasculares, 25 cardiologistas e 10 médicos residentes. É composto por Hemodinâmica (cateterismo cardíaco) que realiza uma média de oito atendimentos por dia, Unidade Coronária com 10 leitos e exames de ergometria, holter, ecocardiograma e eletroencefalograma e consulta médica, todos com atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).Hoje, Mato Grosso tem uma fila de quase 2 mil pacientes aguardando por algum tipo de procedimento cardíaco. O serviço de cardiologia do Hospital Geral é o único que atende toda a demanda da população mato-grossense por esses serviços pelo Sistema Único Saúde (SUS).FONTE DIVULGAÇÃO