Ginco Urbanismo, maior incorporadora imobiliária de Cuiabá, é suspeita de fraudar informações na Justiça para favorecer empresário Moacir Ravagnani, sócio da Ginco nos Florais da Mata, que, depois de 15 anos, resolveu abandonar a senhora Ana Neiva com que
Os processos nas varas de família costumam ser dolorosos, pungentes. Divórcios e separação de casais, depois de anos de convivência, costumam ser marcados por muitas baixarias e xingamentos – por isso, a Justiça costuma tratar desses casos debaixo do chamado “segredo de Justiça”, para que a exposição da intimidade das pessoas e a invasão de sua privacidade seja a menor possível.Um desses dramas que sacodem já há alguns anos o Fórum de Cuiabá é o litigio que envolve atualmente o empresário Moacir Ravagnani que, depois de 15 anos, enfrenta acirrado litígio judicial em que procura desautorizar as reivindicações de direito apresentadas pela senhora Ana Cristina Neiva e sua filha Maria Eduarda Ravagnani.De acordo com o advogado Diogo Botelho, que representa Ana e Maria Eduarda, a mulher conviveu com o rico empresario Moacir sem se preocupar em regularizar sua situação matrimonial. Cansada de sofrer trato violento do empresário, ela resolveu se separar, o que resultou em uma disputa feroz que foi parar na Justiça, desde que Moacir resolveu negar qualquer direito que ela e a filha possuem sobre o patrimônio que construiram em comum. Isso fica patente quando se sabe que o nome dela figura como sócia da empresa que o empresário constituiu para cuidar dos seus negócios, que envolvem altas transações financeiras, como a venda de imóveis para a Ginco construir alguns de seus sofisticados condomìnios na Grande Cuiabá, como os Florais da Mata, na região do Mirante do Pari, no municipio de Várzea Grande, Mato Grosso. Trata-se da empresa Sociedade Agropecuária Mirante do Pary Ltda, CNPJ 13.009.529/0001-18.De acordo com o advogado Diogo Botelho, mãe e filha vem sofrendo muito diante dos seguidos ataques do seu antigo companheiro que, recentemente, resolveu impedi-la de se abrigar em qualquer um dos imóveis da antiga família, jogando seus pertences literalmente na rua e obrigando-a a depender dos favores de alguns poucos amigos que lhe restaram. Para culminar com seu desespero, ela diz que foi surpreendida pela atitude da Ginco Urbanismo que teria falsificado informações encaminhadas à Justiça sobre os imóveis que Moacir negociava com a incorporadora, numa tentativa que ela entende de favorecer seu antigo companheiro quanto à divisão do patrimônio a que ela e a filha tem direito. De acordo com o advogado Diogo Botelho, em 2015, quando o então juiz e hoje desembargador Antônio Pampado, já tratando da disputa entre Ana Neiva e sua filha contra o seu antigo companheiro e pai, cobrou da Ginco que detalhasse seus negócios com Moacir Ravagnani na montagem da Sociedade Agropecuária Mirante do Pary, na fase inicial da montagem dos Florais da Mata, a incorporadora informou que todas as negociaçoes com o empresário já tinham sido concluidas - (veja documentação no anexo). Ou seja, garantia que já havia pago tudo que Moacir tinha a receber, razão pela qual não haveria porque falar em um detalhamento de 50% das cotas, nesta negociação, que caberiam, por direito, à companheira e à filha do empresario. Só que, em documento recente, encaminhado à 6ª Vara Civel de Cuiabá no dia 23 de maio deste ano de 2022 pelos advogados da Ginco Elber Ribeiro, Ana Luza Ferro-Braz, Adriana Maia e Leandro Tavares Barros, a Ginco aparece dizendo que, em 2016, um ano depois da negativa anterior feita diante do juiz Pampado, ela fizera uma troca de imóveis com Moacir Ravagnani ainda na região dos Florais da Mata, em Várzea Grande, certamente para pacificar dívidas pendentes. A possível contradição entre esses dois documentos é uma das bases que agora será utilizada pelo advogado de Ana Neiva e de sua filha para buscar na Justiça um perfeito esclarecimento da partilha de bens entre o Moacir Ravagnani e a Ginco, que não venha a representar burla aos direitos patrimoniais da antiga companheira do empresário.A partir dos dados que serão levantados, o comportamento tanto do rico empresário Moacir Ragnani quanto da Ginco Urbanismo, segundo o advogado Diogo Botelho, poderá ser objeto de um processo apartado onde se questionará o possível envolvimento deles em sórdida tentativa de fraude processual. Ele lamentou que sua cliente, à medida que a disputa judicial se acirra, esteja sendo tratada de forma tão cruel pelo ex-companheiro, que a deixou sem um teto, se abrigando em condições deploráveis em uma humilde residência no bairro Cidade de Deus, em Várzea Grande.OUTRO LADOA Ginco Urbanismo foi procurada através da central 3612-0200 para se manifestar sobre este caso, na quinta-feira, 26, pela manhã. Responsável pelo departamento jurídico da empresa, o advogado Elder Ribeiro ficou de retornar nosso contato mas não fez até o momento de publicação deste texto. O espaço segue aberto para que a Ginco expresse seu posicionamento.Dona Ana Neiva (no meio, à direita) com suas filhas, no tempo das "vacas gordas", quando coabitava maritalmente com Moacir Ravagnani e era apresentada como sócia em seus negocios. Atualmente, seu mundo virou de ponta cabeça