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O único serviço aqui era esse, então a gente tinha que fazer artesanato mesmo”, conta com simpatia, sorriso sempre aberto e um olhar que ilumina.A redeira conta ainda que chega a demorar dois meses para confeccionar uma rede e que parte de sua renda é utilizada para comprar novos materiais e dar continuidade ao trabalho. Tendo o artesanato como única fonte de renda, Dona Judith criou os seis filhos com o dinheiro que ganhou vendendo redes, xales e echarpes. Na época em que aprendeu a tecer com a mãe e as avós, a região ainda não contava com casas de aviamentos para comprar as linhas. Era a mãe de Judith que plantava o próprio algodão para fazer as redes.“
Mamãe tinha um fuso e fiava o algodão para fazer rede para a gente dormir, com a linha que ela mesma fazia”, relembra.Para o titular da Secel, a homenagem que dá à redeira o tributo de mestre da cultura mato-grossense cumpre a concepção do edital realizado com recursos da Lei Aldir Blanc.“
Dona Judith tem grande importância para a comunidade em que atua e para a cultura do estado. Por isso, é gratificante ver que nosso edital está ajudando a reconhecer os seus saberes e a preservar a arte de produzir as belas redes feitas em tear”, evidencia o secretário.A exposiçãoDe 4 a 13 de junho, a exposição reúne, no Pantanal Shopping, peças produzidas por Dona Judith. Os primeiros 200 visitantes receberão o catálogo com histórias e fotos dos produtos da redeira. Os materiais expostos também poderão ser encomendados.A exposição seguirá o horário de funcionamento do shopping, das 10h às 22h, e manterá todas as medidas de protocolo para prevenção à covid-19.fonte Secom MT