“
O vereador representado atentou contra o decoro parlamentar, com a prática de repugnante conduta fora desta Casa de leis, cuja prática deve ser punida com a perda do cargo de vereador, nos exatos termos do art. 5º, inciso II, c/c art. 11, inciso III do Código de Ética e Decoro Parlamentar (Resolução nº 21 de 20 de agosto de 2009), e art. 20, inciso II da Lei Orgânica do Município”, diz o documento. A parlamentar do Partido dos Trabalhadores também cita outro pedido de cassação contra Paccola apresentado pelo Partido dos Trabalhadores e protocolado por ela em abril deste ano, após os pronunciamentos feitos pelo parlamentar, afirmando que 'vagabundo tem que morrer mesmo, ir para a vala' e quando disse possuir armas suficientes para enfrentar “quinhentos petistas”.“
[...] requer-se o processamento da presente representação, com imediato afastamento, por esta Presidência, do representado, com posterior remessa desta representação, ao Conselho de Ética para prosseguimento do feito, onde serão produzidas as provas de direito”, diz a representação. A parlamentar protocolará também uma moção de pesar e solidariedade à família da vítima.“
A Câmara tem que tomar uma atitude institucional forte para que esta situação possa ser objeto de reflexão para toda a população de Mato Grosso. Arma é para matar gente, não protege, é para tirar a vida de pessoas. Temos visto discursos repetitivos de defesa do direito de portar uma arma e o argumento de legítima defesa, mas o que é legítima defesa? As investigações vão esclarecer o que de fato houve, mas de qualquer forma, é um caso muito grave, sobre o qual a Câmara precisa tomar providências”, disse ela.Para Edna Sampaio, esta é uma oportunidade para se refletir sobre o porte e o uso de armas.“
As investigações vão apontar se houve dolo por parte do vereador, mas o fato é que isso não teria acontecido se não houvesse arma no local [...]. Claro que existe uma comoção aqui na Casa, mas a Câmara e a Comissão de Ética precisam ser provocadas para tomar uma atitude e que este episódio sirva de exemplo para nós cidadãos de que o porte de arma coloca todo mundo em situação de insegurança”, disse ela, afirmando que deixou clara a sua posição para o próprio Paccola, durante a reunião entre os vereadores ocorrida na manhã desta segunda-feira (4).“
Se um policial altamente treinado, da cúpula da PM não conseguiu atirar para imobilizar, imagina um cidadão comum?”.FONTE ASSESSORIA DO PT NA CAMARA DE CUIABÁOUTRO LADOO vereador Marcos Paccola, autor dos disparos que matou o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, na última sexta-feira (1), em Cuiabá, afirmou ao Midianews que não está arrependido pelos seus atos.Ele efetuou três disparos contra o agente, em meio a uma confusão depois que a esposa de Miyagawa entrou com seu carro pela contramão, na rua Presidente Artur Bernardes, atrás do restaurante Choppão.“
Não me arrependo de forma alguma. Estou entristecido por ele ser um colega de profissão, respeito a dor da família. Matar bandido é uma coisa, mas um colega de profissão é bem diferente. Ele perdeu a vida de bobeira”, disse. Segundo Paccola, o agente teve um “comportamento irresponsável” ao sacar sua arma no meio da confusão.“
Eu fiz aquilo para o qual fui treinado a fazer. Se fosse hoje, faria a mesma coisa. Em uma situação igual a aquela, eu agiria 50 vezes como agi”, disse.“
Não tenho dúvida alguma em relação ao meu procedimento, não cheguei atirando, fiquei um minuto e meio observando o que estava acontecendo, para entender a situação, já que peguei o cenário em andamento”, disse.Segundo ele, o agente e sua mulher estavam visivelmente alcoolizados. “Quando cheguei na esquina uma pessoa gritou: “Ele vai matar ela”. Mas eu percebi que eles estavam discutindo com o pessoal da distribuidora de bebidas. Ela mandou ele sacar a arma”, afirmou.Segundo o vereador, antes de atirar, o agente estava com sua arma na altura do ombro.“
Eu gritei: “Polícia, larga a arma”. Ele ouviu, pois estava a uns quatro metros de distância. Mas, ao invés de largar a arma, ele fez menção de girar e ficar de frente para mim. Eu não ia esperar ele se virar e atirar em mim. Ele tinha que ter colocado a arma no chão”, disse.“
Eu só saquei quando vi a arma na mão dele. Nesse momento, eu atirei três vezes. Eu ainda tive o cuidado de angular bem, pois a mulher dele estava bem atrás. Se eu errasse, iria acertar ela”, disse.Sem temor da investigaçãoMesmo com a repercussão do caso, Paccola disse estar convicto de seus atos.“
Tenho zero de preocupação com a investigação. Mais de trinta testemunhas viram a cena. Pelo menos seis testemunhas fizeram contato comigo, se oferecendo para prestar depoimento. Além disso, minha melhor defesa são as câmeras de monitoramento no local”, afirmou.Paccola afirmou que o caso deve servir de alerta para pessoas que andam armadas.“
A combinação álcool, direção e arma pode ser fatal. Quem anda armado precisam refletir. E jamais se deve sacar uma arma para ameaçar alguém”, afirmou.https://www.midianews.com.br/policia/nao-me-arrependo-de-forma-alguma-mas-estou-entristecido/425715
Vereadora Edna Sampaio (PT) Defende Afastamento Do Vereador PM Paccola Acusado de Assassinato Em Cuiabá by Enock Cavalcanti on Scribd

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