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USANDO A ARTE PARA VENDER - A filial brasileira da montadora Volkswagen, em esperta ação de marketing, homenageia a arte do cantor e compositor cearense #Belchior, da saudosa cantora gaúcha Elis Regina, de sua filha, a cantora Maria Rita, ao mesmo tempo que, usando os recursos do Deep Fake, faz seu comercial. E procura limpar um pouco a sua barra, já que se trata de empresa multinacional de origem alemã denunciada, no passado, por estreita colaboração - "contando o vil metal", diria o atento poeta - com a violenta ditadura militar brasileira. Nunca é demais lembrar que a origem da própria Volks, na Alemanha, remonta à tragica experiência do nazismo hitlerista. Nascida em 1937, em plena Alemanha Nazista, empresa criou o famoso Fusca - que se firmou com primeiro exemplo de carro popular em sua época, para atender à propaganda deste regime do "fuhrer". Não à toa, Volkswagen significa "carro do povo". Muitas campanhas da empresa se associaram diretamente com a ditadura, como o famoso KdF-Wagen, cujo nome carrega o lema do Partido Nazista “Kraft durch Freude” (“Força através da Alegria”). Com a guerra, boa parte da produção da Volkswagen contribuiu para que Hitler e seus generais invadissem e estuprassem nações e povos fornecendo artefatos militares, como jipes e caminhões-anfíbios. A gente ouve a canção emblemática de Belchior enquadrada em uma roupagem pretensamente bonitinha mas não pode se esquecer de que a Volkswagen também é um retrato na parede de nossa memória histórica - e como dói.