“
O promotor de Justiça foi induzido ao erro. A juíza solicitou este relatório em dezembro. E eles só apresentaram agora em agosto”, disse Aith a reportagem do jornal A Gazeta, de Cuiabá. No relatório ao qual a Gazeta teveacesso, o governo do Estado aparece cometendo as mesmas irregularidades atribuídas à empresa durante os anos em que administrou as unidades do Ganha Tempo. em Mato Grosso (2016 a 2020).Entre setembro de 2020 e março de 2021 foram detectadas 14.789 irregularidades no atendimento do Ganha Tempo sob a gestão do governo do Estado. As irregularidades ocorreram com senhasemitidas manualmente, duplicadas, emissão e finalização de senhas indevidamente computadas como efetivamente atendidas após a desistência dos usuários, replicações indevidas das senhas nomesmo CPF, atendimento de apenas um CPF em duas unidades ao mesmo tempo e uso de documentos inválidos.Segundo Aith, as indenizações que o Consórcio Rio Verde pretende pleitear em juízo,se justificam pelos investimentos que a empresa fez no Estado, cerca de R$ 30 milhões, sempre preocupada em garantir o melhor atendimento aos usuários do Ganha Tempo, como é sua prática nas demais regiões em que atua. ‘Isso sem contar os prejuízos em razão da violação contratual, a remuneração mensal que nunca respeitou os parâmetros do contrato’, alega.Márcio Aith ainda afirma que o Estado nunca ofereceu os 102 serviços que constavam no Contrato. ‘O Estado reduziu esses serviços para menos de 30’. ‘Ainda vamos pedir indenização por contados lucros cessantes pelo término indevido do contrato. A previsão era um lucro de R$ 80 milhões nesses 15 anos e isso se foi’, comenta.Para a empresa houve um assassinato de reputações através de um estado ‘policialesco’ e que prejudicou não só a empresa Consórcio Rio Verde , mas também e principalmente a população mato-grossense.‘
O governo do Estadode Mato Grosso provocou um assassinato de reputações. E acabou cometendo os mesmos erros. Mas preferiu esconder isso da Justiça’, completa ao afirmar que também vão acionar o Estado pelo dano reputacional. Apesar das falhas e atendimento ‘fantasma’, feito pela gestão do próprio governo, o relatório da Seplag, numa inútil tentativa de “aliviar” pro lado do Estado, classifica tais irregularidades consideradas como crimes na esfera judicial, de ‘anômalos ou atípicos’ decorrente de ‘falha humana’ ou ‘erros sistêmicos’.Outro ladoA Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) informou à Gazeta que cumpriu todas as determinações da Justiça dentro dos prazos estabelecidos, inclusive a entrega do relatório de ocupação provisória que foi entregue em 30 de novembro de 2020.Além disso, informa que, durante todo o tempo de execução contratual, apenas exerceu o dever de fiscalização do contrato, verificando possíveisirregularidades cometidas pelo Consórcio Rio Verde, que também foram objeto de análise da Controladoria Geral do Estado (CGE), e estão em procedimento específico para isso, sendo garantido o contraditório e a ampla defesa ao particular.Por fim, a Secretaria esclareceu que a ocupação provisória foi uma determinação judicial advinda de um inquérito policial, na qual apenas cumpriu determinação da Justiça promovendo a continuidade do serviço público.(com informações do jornal A Gazeta, de Cuiabá)
